quinta-feira, 13 de abril de 2017

A PÁSCOA (01)


Os Símbolos da Páscoa remetem à libertação de Israel da escravidão do Egito. Deus Enviou Seu anjo para matar todos os primogênitos egípcios, afim de fazer com que faraó libertasse o seu povo.
Os hebreus foram instruídos a sacrificar cordeiros e pintar com sangue o batente da porta de suas casas, como sinal para que o anjo passasse por elas sem que causasse dano aos moradores da casa.
Os símbolos e rituais da Páscoa começaram ao entardecer. Na noite do primeiro dia de Páscoa, os hebreus deixaram apressadamente o Egito. Os pães asmos são um lembrete de que os Israelitas não tiveram tempo para fermentar o alimento, antes de comer sua última refeição como escravos no Egito.
Da mesma forma que o sangue dos cordeiros salvou os hebreus da destruição no Egito, o sangue de Jesus, o Cordeiro Pascal, salvou-nos da destruição e do poder do pecado e da morte eterna.

Pelo calendário sagrado hebraico, a páscoa - פֶּסַח Pessach [passagem] - marcou o início de uma nova era para os hebreus. A páscoa marca o início do mês de Abib, também conhecido como נִיסָן Nissan [primeiros frutos em hebraico], que corresponde aproximadamente aos meses de março/abril em nosso calendário.
Cada família israelita deveria no décimo dia do mês, separar um cordeiro macho de um ano, perfeito, sem mácula. O sacrifício deste cordeiro acontecia somente no décimo quarto dia.
As ervas amargas lembravam a todos os israelitas do quanto foi amargura a servidão da escravidão no Egito. O pão sem fermento trazia a mensagem de pureza espiritual que deveria ser mantida pelo povo de Deus ao participar da Páscoa.
A ULTIMA CEIA DE PASCOA DO SENHOR JESUS
Quinta-feira era o primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, e da Páscoa judaica, em que os judeus imolavam e comiam o cordeiro pascal. Havia uma intensa "correria" neste dia. Preparar a refeição da Ceia da Páscoa judaica, era algo complexo e tomava tempo.

Os judeus seguiam rigorosamente a prescrição da Lei. Tudo tinha que ficar pronto até a tarde, quando chegava o momento de celebrar o alimento especial para a ocasião.

E Jesus e seus discípulos precisavam de um local para essa celebração da páscoa, algo difícil de se conseguir, devido ao grande número de peregrinos, que vinham de todas as partes de Israel, para a celebração da Festas dos Pães Asmos e da Páscoa judaica, em Jerusalém.
"E, no primeiro dia dos pães ázimos, quando sacrificavam a páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa?" Marcos 14:12
Entretanto, o Mestre que estava sempre na dependência do Pai, não ficou desamparado, e revelou a seus dois discípulos mais íntimos, Pedro e João, como fariam para achar o lugar perfeito, para a ocasião da Páscoa judaica e da Última Ceia.
E enviou dois dos seus discípulos, e disse-lhes: Ide à cidade, e um homem, que leva um cântaro de água, vos encontrará; segui-o." Marcos 14:13
Esta era uma tarefa de confiança, e Jesus os enviou secretamente, para que Judas não soubesse até o último momento, o local da reunião, pois avisaria os príncipes dos sacerdotes, que teriam uma excelente oportunidade para prender Jesus. Mas Jesus não queria ser perturbado antes de deixar o legado da Santa Ceia à Igreja.
E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? E ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado e preparado; preparai-a ali." Marcos 14:14-15
Não foi difícil encontrar o cenáculo, pois tudo ocorreu conforme Jesus havia predito. O dono da casa os recebeu prontamente e pôs a disposição deles uma ampla sala adornada com tapetes e sofás, preparados para a refeição pascal.
O cenáculo era um cômodo construído sobre o terraço da casa, onde Jesus e seus discípulos poderiam ficar em total segurança e tranquilidade.
O proprietário do cenáculo, certamente era um servo fiel a Deus. Foi com muita presteza que colocou os seus bens pessoais à disposição do Mestre, algo que traz um ensinamento muito lindo, em utilizar as suas posses na obra de Deus.

Pedro e João, além de encontrar o lugar onde seria celebrada a Páscoa, tinham que preparar os diversos alimentos, segundo o costume judaico. Os pães asmos, feitos sem fermento, medem 25 centímetros de diâmetro e alguns milímetros de espessura. A superfície é cheia de rugas.
Eram preparados com farinha diluída em água, postos em pratos e levados ao fogo até endurecerem. O gosto era insosso, de uso obrigatório durante todo o tempo das festividades da Páscoa, cujo propósito era recordar quando Deus libertou o seu povo do jugo dos egípcios (Êxodo 12:15-20,39).
Eles tinham também que conseguir as ervas amargas - alfaces, salsinha, agrião, rabanetes silvestres, entre outras - conforme a prescrição da instituição da primeira Páscoa em Êxodo 12.8.
E tudo aquilo envolvia a preparação de um molho espesso e avermelhado, chamado em hebraico haroset, composto de uma mistura de frutas secas - tâmaras, amêndoas, figos, passas - esmagadas e diluídas em um pouco de vinagre.
Esses dois tipos de alimentos simbolizavam os sofrimentos que os hebreus suportaram no Egito. O sentido do molho haroset era representar os tijolos que seus antepassados tiveram que fabricar à custa de muito esforço (Êxodo 1:1-14).
Havia outros pratos a preparar, bem como providenciar uma quantidade suficiente de água e vinho.
O CORDEIRO PASCAL
Mas o prato principal era o cordeiro pascal, que deveria ser de um ano, sem defeito algum. Era imolado depois do meio-dia, conforme a lei. Os chefes de família podiam também realizar esta tarefa, por não haver sacerdotes suficientes para realizar tanto trabalho.
Para isso, eram divididos três grupos que se revesavam das 3 às 5 horas, no pátio dos sacerdotes, diante do santuário, a pouca distância do altar dos holocaustos. Ao sinal das trombetas dos sacerdotes, cada um imolava o seu cordeiro.
Os sacerdotes, postos em duas filas, recolhiam o sangue das vítimas em recipientes de ouro ou de prata, que iam passando de mão em mão (quase que numa alusão profética, sobre o cálice da Santa Ceia de Jesus, que representava o seu sangue derramado, que passou de mão em mão dos seus discípulos), até chegar aos que estavam próximos ao altar.
Em seguida, esquartejavam os cordeiros, sem quebrar nenhum osso, e tiravam a gordura para queimá-la no altar dos holocaustos. Concluído o ritual e o canto dos salmos, o cordeiro era envolvido na própria pele e levado à casa do seu dono.
Com dois galhos de romãzeira postos em forma de cruz, o animal era introduzido no forno. Esse foi o trabalho de Pedro e João durante toda aquela quinta-feira.
Ainda em nossos dias, os judeus cumprem rigorosamente essa prescrição. Cada família tem o cuidado de se livrar de todo pão fermentado que reste na casa. Apenas renunciaram ao cordeiro pascal, por não poderem mais imolá-lo no templo, destruído pelos romanos no ano 70 D.C.
A CEIA DA PASCOA JUDAICA
A ceia seguia determinados rituais e símbolos da Páscoa que os evangelhos não descrevem. Os participantes, começavam lavando as mãos. Quando todos estavam em seus lugares, o chefe de família tomava em suas mãos uma taça cheia de vinho tinto, levemente aguado, e a abençoava com uma oração.
Esta oração iniciava com as seguintes palavras: "Bendito sejas, Senhor nosso Deus, que tens criado o fruto da videira". Logo em seguida, após ter bebido o vinho, passava a taça aos demais, e cada um devia beber um gole.
O dirigente da cerimônia abençoava as ervas amargas, tomava delas, molhava-as no molho e as comia. Os demais convidados faziam o mesmo. Só depois disso é que o cordeiro pascal era posto na mesa.
Conforme a prescrição de Êxodo 12:26, era explicado o significado da Páscoa e suas cerimônias. Depois, fazia a oração chamada Hallel, composta dos Salmos 113 e 114. Enchia-se outra taça e, como a primeira, passava de mãos em mãos.
Encerravam a segunda parte da refeição com a oração: "Bendito sejas, Senhor nosso Deus, rei do Universo, que nos tens libertado e liberaste a nossos pais do poder do Egito".
Na terceira parte da cerimônia, os convidados lavavam as mãos, novamente. O dirigente partia um pão asmo, comia um pedaço, acrescentava ervas amargas, molhava-o no molho haroset e o distribuía aos presentes.
Em seguida, faziam a bêncão do cordeiro pascal, que era cortado delicadamente e repartido entre todos. Concluída a refeição, todos bebiam a terceira taça de vinho que se chamava o cálice da bênção, porque era de especial forma abençoado.
Cantavam a segunda parte do Hallel, Salmos 113 a 118, e outros salmos. Todos deveriam se retirar antes da meia-noite.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

TRIUNIDADE E TRINDADE



TRIUNIDADE E TRINDADE
Uma vez que a Bíblia atribui as prerrogativas divinas tanto ao Pai quanto ao Filho e ao Espírito Santo, passaremos a analisar, à luz da Palavra de Deus, o relacionamento existente entre os membros da Trindade. 

A Bíblia reconhece as prerrogativas divinas as três pessoas da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Porém, isto não sanciona de forma alguma uma idéia triteísta de Deus; ou seja, que a Bíblia reconheça três deuses diferentes como formando a Divindade. Esta espécie de politeísmo é totalmente contrária ao pensamento bíblico. A religião bíblica é essencialmente monoteísta. Já na promulgação do decálogo aparecem as palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus... Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxo. 20:2 e 3). Também a religião judaica tinha por fundamento o texto de Deuteronômio 6:4: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Igualmente o apóstolo São Paulo fala que “há um só Deus” (I Cor. 8:6). Esses e outros textos nos deixam claro o fato de que existe uma unidade essencial entre os membros da Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas distintas que formam um só Deus, e não três deuses.

Nesse sentido é que Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30; cf. João 17:21 e 22). É por isso que a respeito de Cristo pode ser dito que desde o principio Ele “estava com Deus, e ... era Deus” (João 1:1), que Ele é “igual a Deus” (Filip. 2:6), pois “nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Col. 2:9), sendo Ele “Deus Forte, Pai da Eternidade” (Isa. 9:6). Mesmo o título “Filho” ao ser aplicado a Cristo não é sinônimo de inferioridade, mas sim de igualdade com o Pai. Ele significa que o Filho participa da mesma natureza do Seu Pai. Foi por essa razão que os judeus acusaram a Jesus de blasfêmia, ao chamar a Deus de “Meu Pai” (João 5:17 e 18). 

O Espírito Santo é chamado de o “outro consolador” (João 14:16; etc.) e o “Espírito de Deus” (Rom. 8:9; I Cor. 3:16; etc.). Como também são atribuídos a ele todas as características divinas. Isto é especialmente enfatizado em I Coríntios 2:10 e 11, onde lemos: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas penetra, até mesmo as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”. Neste caso, “penetra” não significa que o Espírito penetra com vistas a obter informação. Antes, é um modo de dizer que não há nada que esteja fora ou longe do Seu conhecimento. Em particular, Paulo especifica as profundezas de Deus... Não se pode contestar que esta passagem atribui plena divindade ao Espírito Santo... Portanto não podemos negar a unidade essencial existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, os quais formam um só Deus (Tri-unidade).

A Bíblia, menciona a Trindade, porém devemos ter em mente que a Bíblia é a revelação de Deus aos homens no contexto da história da salvação”, e que o seu objetivo primordial não é elucidar o “Ser” essencial de Deus. Portanto a chave para a compreensão da revelação de Deus encontra-se no “mistério da encarnação”; isto é, que Cristo, sendo Deus no mais alto sentido da palavra, “a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens” (Filip. 2:5-8). Nesse contexto encontraremos o Pai, o Filho e o Espírito Santo assumindo funções diferentes que poderão ser interpretadas como uma aparente “hierarquia” na Trindade, mas que não alteram a essência da natureza divina. Veremos, assim, o Filho dizendo que “o Pai é maior do que Eu” (João 14:28), que “o Filho nada pode fazer de Si mesmo” (João 5:19), e também pôr-Se de joelhos e orar ao Pai (Luc. 22:41 e 42). Mas não devemos nos esquecer que Ele também orou: “Eu Te glorificarei na Terra, consumando a obra que Me confiaste para fazer; e agora, glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo” (João 17:4 e 5). 

A palavra trindade significa a tríplice manifestação de Deus ou a sua manifestação no Pai, no Filho e no Espírito Santo. A palavra triunidade conceitua a existência das três pessoas em um único Deus. Dessa forma, existe em Deus três personalidades diferentes e divinas, mas iguais na natureza. Contudo, não há três deuses: há um só Deus.
A despeito desse modo triúno de Deus existir e de se revelar, o Antigo Testamento ressalta a unidade de Deus. É o monoteísmo prático, a definição de que Deus é um. A palavra unidade é invariavelmente reproduzida no Antigo Testamento. Em meio a tantas nações idólatras, que adoravam a vários deuses, fazia-se necessário persistirem fazer o povo de Israel venerar apenas um Deus. Este fato motivou o Antigo Testamento a realçar a unidade de Deus.
O Novo Testamento ensina que são três pessoas divinas, distintas, eternas e iguais subsistindo numa só essência. E também que Deus é uma Trindade simples, mas tríplice, no seu modo de existir e de se revelar.
Se as Escrituras realmente embasam estas declarações sobre a Trindade, esta doutrina deve fazer parte do ensino ortodoxo cristão e todo cristão fica obrigado a defendê-la, vigorosamente (Jd 3). Por ser uma das doutrinas mais atacadas pelas seitas, por isso mesmo prosseguiremos abordando o tema.
A TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO

a) Gênesis 1.26,27
Chegando o momento de criar o homem, Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança". O verbo "fazer", neste caso, aponta para um ato criativo, e somente Deus pode criar. Assim, ao ser criado, o homem não poderia ter a imagem de um anjo ou de qualquer outra criatura, mas a imagem de Deus, a imagem de seu Criador. No versículo 27, lemos: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". O interessante, porém, é que a Bíblia diz que Jesus Cristo também criou todas as coisas, as visíveis e as invisíveis (Jo 1.1,3; Cl 1.16,17; Hb 1.10), o que inclui necessariamente o homem. Desse modo, concluímos, à luz da Bíblia, que Jesus é o Criador do homem, logo, o homem carrega a imagem de Cristo, pois Jesus é Deus, uma vez que "à imagem de Deus" o homem fora criado. Já em Jó 33:4, Eliú declara: "O Espírito de Deus me fez". Indagamos; afinal de contas, quem fez o homem? A Bíblia diz: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou". E quem é este Deus? Resposta: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É digno de nota que há outros textos em que Deus fala no plural: Gênesis 3.22;11.7-9; Isaías 6.8.
b) Deuteronômio 6.4
"Escuta, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová" (Tradução do Novo Mundo - versão utilizada pelas testemunhas-de-jeová). Este texto é usado para desacreditar a doutrina da Trindade, mas, ao contrário disso, é o trecho que prova que na unidade de Deus existe uma pluralidade, dando abertura à concepção trinitariana.
Como assim? Na língua hebraica, existem duas palavras para expressar unidade: echad e yachid. A primeira designa uma unidade composta ou plural. Exemplo: Gênesis 2.24 diz que o homem e a mulher seriam uma (echad) só carne, ou seja, dois em um. A segunda palavra é usada para expressar unidade absoluta, ou seja, aquela que não permite pluralidade. Exemplo: Juízes 11.34 diz que Jefté tinha uma única (yachid) filha. Qual dessas palavras é empregada em Deuteronômio 6.4? Echad, que indica que na unidade da Divindade há uma pluralidade.

A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO

A revelação da Triunidade de Deus no Antigo Testamento não é tão clara quanto no Novo Testamento. Os textos bíblicos que seguem (respeitando-se os devidos contextos) mostram sempre juntos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Levando-se em conta que Deus é único (Is 43.10) e que ele não partilha sua glória com ninguém (Is 42.8; 48.11), é interessante notar como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são postos em pé de igualdade, coisa que nenhuma criatura, por melhor que fosse, poderia atingir, nem muito menos uma "força ativa" (agente passivo).

a) Mateus 28.19
A ordem de Jesus é para batizar em "nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". Ora, se Jesus fosse uma criatura e o Espírito Santo uma "força ativa" (como pregam as testemunhas de Jeová), seria estranho que as pessoas fossem batizadas em nome do Criador (que não divide sua glória com ninguém), em nome de um anjo, e em nome de uma "força ativa"; aliás, que necessidade há em batizar alguém em nome de uma "força"? Tudo isto só faz sentido se Jesus e o Espírito Santo forem Deus, assim como o Pai também é Deus.

b) Lucas 3.22
No batismo do Filho, estão presentes o Espírito Santo e o Pai. Como sempre, inseparáveis. Esta é uma das razões pelas quais o batismo cristão deve ser ministrado em nome das três pessoas.

c) João 14.26
Jesus fala do Espírito Santo, que será enviado pelo Pai em seu próprio nome, ou seja, no nome de Cristo.
Jesus, tendo sido enviado pelo Pai, agora prometia enviar o Espírito Santo, na qualidade de Consolador para tomar o Seu lugar; e para consolar, instruir e fortalecer aqueles que Jesus estava deixando.

d) 2 Coríntios 13.13
Outra fórmula trinitária em que aparece o Filho em primeiro lugar com sua graça; depois, o Pai, com seu amor; e, finalmente, o Espírito Santo, com a comunhão ou participação que dele procede.

e) 1 Pedro 1.1,2
Pedro fala aos escolhidos eleitos pela presciência do Pai, santificados pelo Espírito Santo e aspergidos com o sangue de Jesus Cristo.

f) Outros versículos: Romanos 8.14-17; 15.16,30; 1Co 2.10-16; 6.1-20; 12.4-6; 2Co 1.21,22; Ef 1.3-14; 4.4-6; 2Ts 2.13,14; Tt 3.4-6; Jd 20,21; Ap 1.4,5 (Cf. 4.5), além de outros.
É digno de nota que se o Filho fosse uma criatura e o Espírito Santo uma "força ativa", os dois não poderiam assumir o primeiro lugar em algumas passagens bíblicas citadas. Aliás, o que uma "força ativa" estaria fazendo no meio de duas pessoas? As testemunhas de Jeová objetam dizendo que mencionar as três Pessoas juntas não indica que sejam a mesma coisa, pois Abraão, Isaque e Jacó (Mt 22.32), e também Pedro, Tiago e João (Mt 17.1) sempre são citados juntos; contudo, isso não os torna um. O que elas não perceberam foi o seguinte: Abraão, Isaque e Jacó tinham algo em comum: o patriarcado. Já Pedro, Tiago e João tinham em comum o apostolado. E o que o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm em comum? Resposta: a natureza divina ou, simplesmente, a divindade.
A unidade composta de Deus
As Escrituras ensinam que Deus é Um, que além dele não existe outro Deus. Porém não devemos confundir uma doutrina; a da TRINDADE. Negada por muitos. Mas vou detalhar essa verdade pra você, sem dar muitas voltas. O fato da existência da TRINDADE não significa que existem três deuses, mas três pessoas divinas que constituem DEUS. DEUS é um termo que se refere a três pessoas distintas: PAI, FILHO e o ESPÌRITO SANTO. DEUS em unidade composta. Quando Deus criou o homem e a mulher, Deus disse que ambos deixariam a casa de seu pai e mãe e seriam ambos "uma só carne" (unidade composta). Duas pessoas, uma só carne. Esse é um exemplo muito claro da UNIDADE COMPOSTA que me refiro sobre DEUS. (Genesis 2:24).
Como podem três Pessoas ser um DEUS? É uma pergunta que deixa muita gente perplexa. Ao considerar a natureza DEUS, estamos tratando de uma forma de existência muito diferente e superior a qualquer ser existente tanto no mundo físico como espiritual.
A natureza proporciona muitas analogias sobre a trindade, e exemplos de "UNIDADE COMPOSTA". A água por exemplo. A água é uma, mas esta também é conhecida sob três formas: água, gelo e vapor. 
É de conhecimento geral que todo raio de luz realmente se compõe de três raios: primeiro, o actínico, que é invisivel; o segundo, o luminoso, que é visível; terceiro, o calorífero, que produz calor, o qual se sente mas não se vê. Onde há três, ali há luz; onde há luz, temos estes três. O apostolo João disse: "DEUS é luz” (1 João 1:5).
Adoramos um Deus em Trindade e a Trindade em Unidade 
Adoramos um Deus em Trindade e a Trindade em Unidade. Sem confundirmos as Pessoas ou dividir a substância.
Porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo.
Mas o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm uma só divindade, Glória igual e co-eterna Majestade.
O que o Pai é, tal é o Filho e tal o Espírito Santo. O Pai é incriado, o Filho é incriado e o Espírito Santo é incriado. O Pai é eterno, o Filho é eterno e o Espírito Santo é eterno.
No entanto não são três eternos, mas Um. Nem três incriados,
mas Um incriado . Semelhantemente o Pai é Onipotente, o Filho Onipotente
e o Espírito Santo Onipotente. E contudo não são três Onipotentes, mas um Onipotente.
Assim também o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Do mesmo modo o Pai é Senhor, o Filho é Senhor e o Espírito Santo é Senhor. E apesar disso, não são três Senhores, mas Um só Senhor.
Porque, como a verdade cristã nos obriga a confessar que cada uma das Pessoas por si só é Deus e Senhor, assim a religião católica proíbe-nos dizer que há três Deuses ou três Senhores. O Pai não foi feito por ninguém, nem foi criado, nem gerado. O Filho é do Pai somente; não foi feito, nem foi criado, mas gerado. Por isso, há um Pai não três Pais; um Filho, não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos.

O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não foi criado, nem gerado, mas, deles procede. Há, pois, um só Pai, e não três Pais; um só Filho, e não três Filhos; um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos.
E nesta Trindade não há primeiro nem último; nem um é maior ou menor do que o outro; mas as três pessoas são justamente de uma mesma eternidade e igualdade. De sorte que no todo como já se disse,
cumpre adorar a Unidade na Trindade e a Trindade na Unidade. Aquele, pois, que quiser salvar-se,
deve assim pensar e crer na Trindade.

domingo, 2 de abril de 2017

O DILÚVIO EM FONTES EXTRA-BÍBLICAS


O DILÚVIO EM FONTES EXTRA-BÍBLICAS:
Dois relatos extra-bíblicos da Mesopotâmia, muito bem preservados, dão conta de um antigo dilúvio: a Epopéia de Gilgamesh e o Épico de Atrahasis. Diversas traduções desses épicos e de outros textos do Oriente Médio podem ser encontradas em livros como: (1) J. B. Pritchard, editor, Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament [Textos Antigos do Oriente Médio Relacionados ao Antigo Testamento] (3ª edição revisada. Princeton, N. J.: Princeton University Press, 1969); (2) W. Beyerlin, editor, Near Eastern Texts Relating to the Old Testament [Textos do Oriente Médio Relacionados ao Antigo Testamento] (Filadélfia: Westminster, 1978); (3) John Walton, Ancient Israelite Literature in its Cultural Context: A Survey of Parallels between Biblical and Ancient Near Eastern Texts [Literatura Israelita Antiga em seu Contexto Cultural: Uma Análise Comparativa entre a Bíblia e Textos Antigos do Oriente Médio] (Grand Rapids: Zondervan, 1990); (4) Victor H. Matthews e D. C. Benjamin, Old Testament Parallels: Laws and Stories from the Ancient Near East [Comparações Veterotestamentárias: As Leis e as Histórias do Antigo Oriente Médio] (2ª edição. Nova York: Paulist Press, 1997); (5) W. W. Hallo e K. Lawson Younger, editores, The Context of Scripture: Monumental inscriptions fom the Biblical World [O Contexto das Escrituras: Escritos Relevantes do Mundo Bíblico] (3 volumes; Leiden: Brill, 1977-2002); (6) B. T. Arnold e B. E. Beyer, Readings from the Ancient Near East: Primary Sources for Old Testament Study [Estudos sobre o Antigo Oriente Médio: Textos Originais para Análises do Antigo Testamento] (Grand Rapids: Baker, 2001).
• A EPOPÉIA DE GILGAMESH:
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Assim denominado por causa de Gilgamesh, rei de Uruk (Ereque, em Gênesis 10:10) em torno de 2600 a.C., esse texto data de aproximadamente 1600 a.C., de acordo com Thorkild Jacobsen. Gilgamesh era um rei tirano e brutal, causando grande indignação entre seus súditos. A fim de derrubá-lo, o povo pediu que um de seus deuses lhe criasse um inimigo. Esse inimigo se chamava Enkidu. Ele só foi “humanizado”, ou “civilizado”, após uma semana de orgia com uma prostituta. Em seguida ocorreu um combate entre Enkidu e Gilgamesh, mas sem vitória para nenhum dos lados. Os opositores se tornaram colegas e lutaram contra toda sorte de monstros malignos e celestiais. Ao longo dessas aventuras, o mortal Gilgamesh recebeu uma proposta de casamento de ninguém menos que a estonteante deusa Ishtar, mas ele a recusou, principalmente por causa de seu terrível histórico de casos extra-conjugais.
Por causa da afronta a Ishtar, Enkidu morreu, fazendo com que Gilgamesh passasse a ter um medo patológico de perder sua própria vida. Ele ainda assim conseguiu lembrar que um de seus ancestrais, Utnapistim, vencera a morte e obtivera a imortalidade. Se ele ao menos pudesse encontrar Utnapistim, poderia aprender o segredo e salvar sua própria vida. Seguiu-se uma atribulada jornada pelas diversas partes do submundo. Por fim, ele encontrou Utnapistim. Eis a história que Utnapistim conta a Gilgamesh.
Certa feita, Ea contou a Utnapistim que Enlil se preparava para destruir a humanidade com um dilúvio. Disse-lhe que, se fosse sábio, deveria construir um barco e reunir sua família, seu gado, alguns bens e marinheiros profissionais. A tempestade começou e perdurou por sete dias e sete noites, fazendo com que o barco de Utnapistim acabasse encalhado no topo de uma montanha. Após as águas baixarem, ele saiu do barco e adorou seus deuses. Posteriormente, Enlil ficou sabendo que dois mortais escaparam da catástrofe. A fim de completar seu trabalho, livrando a terra da humanidade, ele conferiu a imortalidade a Utnapistim e sua esposa.
Como a experiência de Utnapistim foi algo absolutamente singular, Gilgamesh acabou se sentindo ainda mais desapontado. Depois de outras frustrações, voltou para sua casa, em Uruk, resignado com o seu destino. Sendo-lhe negada a imortalidade, restava-lhe sobreviver na mente das pessoas através da esplêndida Uruk, que ele havia construído. A imortalidade, portanto, é a obra de suas mãos.
• O ÉPICO DE ATRAHASIS:
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Após a Criação, os homens de multiplicaram tão rapidamente e fizeram tanto barulho, que Enlil acabou com insônia. Ele, então, planejou reduzir a população com uma praga, quando, repentinamente, Atrahasis nos é apresentado. Com a ajuda de seu deus, Enki, Atrahasis conseguiu impedir a praga.
O problema foi resolvido, mas após 200 anos, a terra estava “coberta de homens”. Enlil então planejou uma seca, mas Atrahasis voltou a interceder  e aplacou a ira do deus ofendido, terminando com a seca. O ciclo voltou a se repetir uma terceira vez e a punição foi uma reedição da seca.
Exasperado por mais um fracasso, Enlil ordenou um dilúvio. O que se seguiu é bastante parecido com a Epopéia de Gilgamesh, com a exceção de que o herói é Atrahasis, não Gilgamesh. Seguindo o conselho de Enki, Atrahasis construiu um navio resistente à tempestade, que estava destinada a durar sete dias e sete noites. A tempestade foi de tal forma devastadora e a aniquilação da humanidade foi tão completa, que até mesmo os deuses ficaram em dúvida quanto à sagacidade do plano de Enlil.
Após desembarcar, Atrahasis, assim como Utnapistim, ofereceu um sacrifício aos deuses em agradecimento por sua sobrevivência, e não era sem tempo, pois os deuses tinham ficado sem se alimentar durante o dilúvio. Sua fonte de comida, os sacrifícios dos mortais, havia desaparecido.
Foram tomadas algumas providências para limitar o crescimento da população mundial. Tratava-se de um controle de natalidade: a criação de algumas mulheres permanentemente estéreis; a criação de um demônio, cuja função era “arrebatar o bebê do colo daquela que lhe deu à luz”; e a criação de diversas categorias de sacerdotisas a quem era proibido procriar.
• UMA ANÁLISE DOS ÉPICOS:
Uma comparação entre os épicos de Gilgamesh e Atrahasis com Gênesis 6-9, no que diz respeito a catástrofe do dilúvio, mostra claras e pormenorizadas semelhanças. Será que isso significa, contudo, que os hebreus pegaram o relato mesopotâmico emprestado e apenas trocaram os nomes? Não será possível que tais similaridades, entre a Bíblia e as culturas vizinhas, se devam ao fato de ambas se basearem em eventos históricos? Tanto a literatura da Mesopotâmia como a Bíblia mencionam o dilúvio simplesmente porque houve um dilúvio.
Sendo esse o caso, é ainda mais interessante compará-las, a fim de verificar como tradições diferentes trataram do mesmo assunto, do mesmo acontecimento. Tal comparação revela diferenças essenciais entre mentalidades e visões de mundo. Uma das vantagens do crente que lê mitologia está na compreensão sobre o que pensavam os povos antigos, sobre como respondiam às questões fundamentais da vida sem a luz da revelação.
A Epopéia de Gilgamesh, por exemplo, não diz praticamente nada sobre o motivo do dilúvio. O único trecho pertinente é: “A cidade era antiga, [assim como] os deuses que a habitavam. Quando seus corações levaram os grandes deuses a trazer o dilúvio”. Após o cataclismo, Ea censurou Enlil: “Como tu, ó mais sábio dos deuses, ó herói, pudeste, sem refletir, provocar a inundação? Que ao pecador seja imputado seu pecado, que ao transgressor seja imputada sua transgressão!” (11.179-181). No Épico de Atrahasis, foi o barulho das multidões que despertou a ira e a vingança de Enlil. Os maiores especialistas em escrita cuneiforme estão convencidos de que a palavra utilizada para barulho significa exatamente isso, não turbulência moral.
Enlil, portanto, agiu movido pela raiva, pelo egoísmo e pelo capricho. Seu juízo foi totalmente punitivo; para as massas, esse tipo de juízo não possui nenhum efeito terapêutico. E será que um dos deuses pode trazer uma catástrofe sobre a humanidade em virtude dos pecados dos homens? Afinal de contas, os próprios deuses estão longe de ser puros.
Além disso, de igual modo é complicado entender o porquê de um mortal ser salvo. Na Epopéia de Gilgamesh, Ea avisou Utnapistim dos planos de Enlil; no outro Épico, Enki informou Atrahasis. Mais uma vez, o mais perto que alguma dessas obras chega de salvar aquele que é justo encontra-se no relato sumério do dilúvio. Nesse relato, o único a se salvar do afogamento foi Ziusudra, um rei honrado e humilde, embora o relato não chegue a enfatizar um vínculo entre seu caráter e seu livramento.
Além do mais, as dimensões da nave construída pelos heróis é por demais estranha: “iguais deverão ser seu cumprimento e largura” – ou seja, um cubo, como é posteriormente confirmado ao longo do Épico. Além de animais e sua família, o herói levou consigo marinheiros profissionais. Foi a habilidade e o engenho humano que mantiveram esse navio flutuando. Utnapistim também levou consigo grandes quantidades de ouro e prata, um pequeno pé-de-meia para recomeçar, caso saísse vivo daquele pesadelo.
Por fim, ambas as histórias são desprovidas de qualquer função didática. O que elas tentam passar e qual é o significado de sua temática? Será que, de alguma forma complexa, tais histórias dizem respeito ao leitor? A Epopéia de Gilgamesh trata mais de Gilgamesh que de Utnapistim e se concentra mais na trama que antecede o dilúvio que no livramento da catástrofe. Possivelmente o seguinte princípio poderia ser extraído da história: satisfaça-se com sua situação e com aquilo que tem, sem jamais tentar ultrapassar seus limites (Gênesis 3?). Pouco vale, mas o diálogo do texto confirma isso.
O fim do Épico de Atrahasis é ainda mais deprimente: após fracassar por três vezes, Enlil deu um ultimato: cerrassem o útero, fizessem com que toda a progênie fosse natimorta, impusessem o celibato. Obviamente, não se trata de uma orientação destinada a produzir respeito pelos deuses. Quiçá medo e suspeita, mas não confiança e amor.
• UMA COMPARAÇÃO ENTRE OS ÉPICOS E O RELATO DE GÊNESIS:
Ao examinarmos o relato de Gênesis, investigando os quatro pontos de contraste acima mencionados, podemos demonstrar um pouco de seu caráter único.
Gênesis afirma que o dilúvio foi deflagrado pelo pecado da humanidade. Grande parte disso é indicado nas narrativas dos capítulos 3-5 e nos primeiros quatro versículos do capítulo 6. A isso pode-se acrescentar: “a maldade do homem se multiplicava sobre a terra […] toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (6:5); “A terra, porém, estava corrompida” […] “encheu-se a terra de violência” (6:11); “porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (6:12).
Embora não fique claro na tradução, o termo para “corrompido(a)” dos versículos 11 e 12, no texto em hebraico, é formado pela mesma raiz de “os destruirei” no versículo 13. Será essa uma maneira de Deus destruir? Em vez interromper e impedir, Ele permite que o mal iniciado pela humanidade siga em direção a sua inegável conclusão. Veja, por exemplo: “porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia” (Gn 15:16). Semelhantemente, o Apóstolo Paulo, ao falar sobre a manifestação da ira de Deus contra o pecado, usa a expressão “Deus os abandonou” (Rm 2:24,26,28), a qual é sem dúvida mais passiva que ativa, mais branda que colérica.
Contudo, para não concluirmos que Deus não passa de um espectador impassível diante de todo esse lamaçal, devemos notar que o próprio Deus sofre uma intensa dor emocional: Deus “se arrependeu” (Gn 6:6). Interessante observar que, na expressão “pesou-lhe o coração”, o termo hebraico procede da mesma raiz da palavra traduzida por “dor” em 3:16-17. Nesses versículos, é respectivamente anunciada a dor que Eva enfrentaria no parto e a dor que o homem sofreria ao extrair o alimento do solo. A dor da humanidade se tornara a dor de Deus! É claro que a dor do homem da mulher são físicas e ocorrem em consequência de seu própria mau comportamento. A dor de Deus é a dor da decepção causada pelo mau comportamento da humanidade. É revelador que, em Gênesis 6, a primeira reação de Deus diante da iniquidade generalizada em sua criação não seja a fúria ou a indignação, mas o desapontamento.
Noé não é poupado por causa de um capricho ou favoritismo. Pelo contrário, ele “era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus” (6:9; cf. 7:1). O caráter, de um jeito ou de outro, determina o destino.
Para ser mais exato, é ordenado a Noé a construção de uma arca, não um barco (6:14), mais um baú que um navio. Suas dimensões, longe de serem absurdas, são bastantes adequadas a uma embarcação para águas oceânicas. Nenhum marinheiro acompanhou Noé, nem há qualquer referência a equipamentos de navegação (a não ser que consideremos a janela no telhado, por onde se podiam contar as estrelas, ou podiam passar os pássaros como pombos-correios navais). O livramento deveu-se unicamente a Deus. Além disso, aqueles que se salvaram não levaram nenhum bem material consigo. Noé, assim como Acã, não tinha direito algum de fazer isso.
Longe de ser uma história palpitante, mas irrelevante, contada ao redor das fogueiras nas gerações posteriores, o relato do dilúvio teve um profundo efeito nas gerações ulteriores. Antes de mais nada, há um cancelamento da maldição de Deus sobre a terra (8:21; cf. 3:17), evidenciado pela história da vinha de Noé (9:20-29). Ao associar 8:21 com 6:5, Gerhard von Rad observa: “o versículo 21 é uma das mais notáveis declarações teológicas do Antigo Testamento: demonstra como o jeovista pode se expressar de modo decisivo e intenso nos pontos mais relevantes. A mesma condição que no prólogo fundamenta o juízo de Deus, no epílogo, revela sua graça e providência. Podemos contemplar […] o contraste entre a fúria punitiva de Deus e sua graça que sustenta […] como se Deus ajustasse à iniquidade do homem”[1].
A promessa é, então, acompanhada de uma aliança com Noé no capítulo 9. O que Deus um dia disse a Adão (1:28), ele diz agora a Noé (9:1). Desse modo, temos um segundo começo, uma segunda chance para a humanidade, ainda que com ressalvas (9:2-6).
Tal aliança não é exclusiva, mas precedente. Noé é o primeiro de uma série de pessoas com quem Deus firmou essa aliança. O dilúvio, contudo, jamais voltaria a ser repetido (9:11), A manutenção dessa aliança é responsabilidade de Deus. Não esqueça que o arco da aliança no céu é para uso dele (9:12-17). O Deus Todo-Poderoso escreve um bilhete para si mesmo! Eis o alcance dessa história na vida daqueles que lêem.
Fonte: VICTOR P. HAMILTON, Manual do Pentateuco, p. 69-75.
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• OUTROS POVOS QUE RELATAM UMA INUNDAÇÃO:
– Para os chewongs da Malásia, o criador, Tohan, costuma submergir em água, de tempos em tempos, toda a humanidade, exceto alguns que avisa previamente;
– Para os hindus, o Dilúvio vem precedido de Vishnu transformando-se em peixe para alertar Manu;
– Viracocha, dos mitos peruanos, insatisfeito com os gigantes, destruiu-os com um dilúvio (em parentesco com os 4 versículos iniciais de Gênesis 6);
– Para os gregos, o dilúvio em Atlântida veio como uma punição divina por sua arrogância, mas Deucalião, advertido por Prometeu, salvou-se numa arca, encalhando no monte Parnaso e terminando com um sacrifício a Zeus – outro dilúvio aconteceu quando Poseidon levantou as águas do Mar Egeu e inundou a planície de Elêusis e Atenas por um longo período;
– O Dilúvio de Sangue contado pelos egípcios também se baseava no julgamento pela iniquidade, da mesma forma como foi com o dilúvio narrado pelos mitos chineses, que Yu decidiu acalmar;

DEUS É AUTO-EXISTENTE (EXISTENTE POR SI MESMO)


AUTO-EXISTÊNCIA - 
Ele existe por si mesmo, Não depende de qualquer coisa para a sua existência. Deus transcende ao tempo a ao espaço. Deus é independente em seu pensamento (Romanos 11:33,34); em sua vontade (Dn 4:35; Romanos 9;19; Ef 1:5); em seu poder (Sl 115:3); em seu conselho (Sl 33:11). Deus é auto-existente, isto é, ele tem em Si mesmo a base da Sua existência.
O homem, por outro lado, não é auto-existente, e tem a causa da sua existência fora dele próprio. João 5.26, "Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;".
As crianças, às vezes, perguntam: "Quem fez Deus ? " A resposta mais clara é que Deus nunca precisou ser feito, porque sempre existiu. 
A auto-existência de Deus é uma verdade básica. Na apresentação que faz do "Deus Desconhecido" aos atenienses, Paulo explica que o Criador do mundo "nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais"(Atos 17.23-25).
A independência de Deus não exclui o Seu uso de Suas criaturas (anjos e homens) na execução de Sua vontade, e não significa que Ele depende delas; Ele não tem obrigação ou necessidade de usá-las. Deus nos usa na propagação de Sua causa, mas o que Ele faz através de nós poderia facilmente ser feito sem nós. Deus não deriva sabedoria ou poder algum de Suas criaturas. "Porque quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado"? (Romanos 11:34-35).
Todo ser deve ter base para sua existência, dentro ou fora de si mesmo. A base da existência humana é exterior; o homem não faz a sua própria existência. O homem é dependente de algo fora de si mesmo para existir, mas Deus não é dependente assim. Certo é que não compreendemos a auto-existência de Deus; é demais para o entendimento da mente finita.

Argumento lógico e racional a favor da existência de Deus.
Suponhamos que NÃO exista um Ser não-causado, nenhum Deus. Então, NADA poderia existir. Lembremos que todas as coisas precisam de uma causa fora de si mesmas para que possam existir. Portanto, todas as coisas, incluindo todas aquelas que estão causando outras, precisam de uma causa inicial. Tudo o que existe, portanto, tem necessidade de ser causado, ter uma origem. Afirmar que Deus não existe é equivalente a dizer que toda a realidade seria dependente do 'nada'. 
Se não existisse um Deus que possui auto-existência e cuja natureza é eterna, então o dom da existência não poderia ser passado adiante às criaturas, e nós nunca poderíamos recebê-lo. Entretanto, nós existimos. Portanto, tem de existir um Deus, um Ser não-causado, que não precisa receber a existência como nós ou como qualquer outro ser vivo.
Agora vejamos a seguinte questão: Por que necessitamos de uma Causa “não-causada”?
A hipótese de que tudo o que existe tem uma causa, mas que não há um ser não-causado é ridícula! Tem de haver, obrigatoriamente, algo não-causado, algo do qual todas as coisas que precisam de causa eficiente para existirem sejam dependentes. Do contrário, haveria uma sucessão de causas infinitas, sem que houvesse uma causa inicial (primária). Tudo o que existe teve um começo: portanto, tem de haver uma causa primeira para que tudo existisse. Entretanto, a causa primária só seria a “Primeira Causa” não sendo causada por nenhuma outra; se houvesse algo que a causasse, haveria Causas anteriores a ela, e ela não seria a “primeira”.
A “Primeira Causa” não pode ter nenhuma causa anterior a si; não poderia haver algo que a causasse.
Uma causa que foi capaz de gerar - além de coisas e seres inanimados, - seres animados, racionais e inteligentes, não poderia ser simplesmente “uma coisa” (como se pode pensar), mas tem de ser necessariamente, “um Ser” racional e inteligente, visto que nenhum efeito é maior que sua causa. Por que então, uma causa que gera seres racionais e inteligentes, seria irracional e não-inteligente?

OS PRIMEIROS HOMENS E A IDÉIA DE DEUS


Acreditando ou não na existência divina, o homem necessita de Deus para compreender-se a si mesmo e entender os mistérios da vida e da Natureza. É por esse motivo que não se tem notícia de povos ateus entre os primeiros grupos humanos que habitaram o mundo primitivo. O moralista e historiador grego Plutarco (45-125 d.C.) costumava dizer que "é possível encontrar cidades sem muralhas, sem ginásios, sem leis, sem moedas, sem cultura literária; mas um povo sem Deus, sem orações, sem juramentos, sem ritos religiosos, sem sacrifícios, jamais foi encontrado". E esta afirmação continua plenamente válida até os dias de hoje.

JAMAIS FORAM ENCONTRADOS POVOS ATEUS
Todos os grandes estudiosos das religiões, em todos os tempos e entre todos os povos, confirmam que a crença na existência de Deus é universal. Nunca existiram povos ateus. O teólogo holandês C. P. Tiele (1830-1902), no seu manual de História Comparada das Antigas Religiões diz que "a afirmação de povos ou tribos sem religião repousa ou em observações inexatas, ou numa confusão de idéias. Nunca se encontrou tribo ou nação que não acreditasse em um Ser superior; os viajantes que afirmaram o contrário foram depois desmentidos pelos fatos".


Tanto os antigos missionários que partiram para evangelizar os mais longínquos recantos da terra, como também os exploradores de regiões desconhecidas depararam-se com a idéia de um Ser Supremo espalhada entre os povos. No livro Uma Introdução para a História das Religiões, Frank Byron Jevons cita oito autores especializados no assunto para confirmar que nunca foi encontrada qualquer tribo destituída da idéia de Deus. E por último, eis o que diz o renomado antropólogo Armando de Quatrefages (1810-1892) na 4- parte do seu livro A Espécie Humana: "Obrigado pelo meu magistério a passar em revista todas as raças humanas, procurei o ateísmo entre as mais degradadas e as mais elevadas. Não o encontrei em lugar nenhum, a não ser no estado individual... O ateísmo só existe em estado errático. Tal o resultado de uma investiga¬ção que posso chamar conscienciosa, e que comecei muito antes de subir à cátedra de Antropologia."
Por esse e outros motivos, podemos afirmar que o ateísmo — essa epidemia que vem contaminando ao longo dos séculos o espírito de milhões de seres humanos — é uma espécie de câncer que nasce no coração de indivíduos soberbos, uma posição vaidosa, uma decisão precipitada, superficial e, em muitos casos, uma fuga. Porém, devemos também considerar que muitos se declaram ateus por jamais terem sido eficiente¬mente alcançados pela reveladora e transformadora mensagem de Jesus Cristo.


Crença universal de Deus
Em qualquer povo, raça ou nação; em qualquer tempo, é presente a crença em um SER SUPREMO; DEUS. A crença na existência de Deus é praticamente tão difundida quanto a própria raça humana, embora muitas vezes se manifeste de forma pervertida ou grotesca e revestida de idéias supersticiosas. É evidente que o mesmo Deus que fez a natureza, com suas belezas e maravilhas, fez também o homem dotado de capacidade para observar, através da natureza, o seu Criador; DEUS. "Porquanto o que se pode conhecer de Deus, neles está manifesto; pois Deus lho manifestou. As perfeições invisíveis dele, o seu poder eterno, e a sua divindade, claramente se vêem desde a criação do mundo, sendo percebidas pelas suas obras" (Rom. 1:19,20).

Deus não fez o mundo sem deixar certos sinais, sugestões e evidências claras, que falam das obras das suas mãos. "Mas os homens conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem deram graças, antes se enfatuaram nas suas especulações e ficou em trevas o seu coração insensato" (Rom. 1:21). O pecado fez embaçar a sua visão; perderam a vista a Deus e, em vez de ver a DEUS através da criatura, desprezaram-no pela ignorância e adoraram a criatura. Foi desta maneira que começou a idolatria. Mas até isto prova que o homem é criatura adoradora e que forçosamente procura um objeto de culto.
Esta crença universal em Deus é prova de quê? É prova de que a natureza humana é constituida da crença em um Ser superior. É a aceitação dum Ser acima das forças da natureza. Um sentimento de dependencia de Deus como quem domina o destino do homem. Desta maneira vemos que o homem, por natureza, é constituído para crer na existência de Deus, para confiar na sua bondade, e para adora-lo. Este sentimento religioso não se encontra nas criaturas inferiores. Por mais que procurassem ensinar religião ao mais elevado dos seres inferiores, é em vão. Falta ao animal a natureza religiosa. Só no homem essa natureza religiosa é encontrada.

Certamente, se em algum lugar se haja de procurar ignorância de Deus, em nenhuma parte é mais provável encontrar exemplo disso que entre os povos mais distanciados da civilização humana. E todavia, não há nenhuma nação tão bárbara, nenhum povo tão selvagem, no qual não esteja profundamente arraigada esta convicção: Deus existe!

O argumento baseado na crença universal não pode ser desprezado. O homem em toda parte acredita na existência de um Ser Supremo ou Seres a quem moralmente responsável e a quem necessita oferecer propiciação. 

Deus a todos, sem exceção, exibe sua divina majestade na criação e nas criaturas, contudo é necessário adicionar outro e melhor recurso que nos dirija retamente ao próprio Criador do universo e a um conhecimento pleno de sua vontade, reta adoração e devoção. Portanto, Deus não acrescenta em vão a luz de sua Palavra para que a salvação se fizesse conhecida.


TODO HOMEM, MESMO QUE SUFOCADA E VAGAMENTE, TEM A IDÉIA DE UM DEUS INFINITO E PERFEITO (AT 17:21-23 [“AO DEUS DESCONHECIDO”]; ROMANOS 1:18-20); ESTA IDÉIA, POR SER INFINITAMENTE SUPERIOR AO HOMEM E AO UNIVERSO, NELES NÃO PODE TER SE ORIGINADO; LOGO ELA SÓ PODE TER SE ORIGINADO EM DEUS, QUE EXISTE E É INFINITO E PERFEITO. Contudo, desde a Queda, tal conhecimento encontra-se deformado pelo pecado. Por essa razão, esse conhecimento é corrompido pelo pecado e o ser humano não pode conhecer a Deus corretamente.
O Apostolo Paulo em sua epistola aos Romanos diz que, por causa da impiedade e perversão dos homens, há uma corrupção do conhecimento verdadeiro de Deus, “que detêm a verdade pela injustiça”. A própria idolatria confirma este fato. Aceitar, portanto, o ateísmo como estilo de vida e fé seria negar toda a realidade da natureza humana.


(Romanos 2:14-15/ Salmos 32:3-5; 38:1-4; Eclesiastes 12:14; Miquéias 6:8; Romanos 1:19-32; 2:14-16): Uma voz insilenciável fala incessantemente à consciência, exige-lhe obediência e assevera de um Juiz que punirá cada desobediência [“Não fora esta voz ... e eu seria ateu” cardeal Newman]; Esta voz sobre a consciência não é nem imposta pelo indivíduo nem pela sociedade (freqüentemente lhes é contrária!); Portanto, existe alguém que fala à nossa consciência, que é bom, justo juiz, senhor, autor e mantenedor de uma lei moral permanente, absoluta e mandatória: Deus.
A moralidade está presente em todas as culturas e raças da humanidade. Se tirarmos seus referenciais supersticiosos, veremos na humanidade um princípio moral. O apóstolo Paulo escreveu: "Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho". (Romanos 2.14-16).


Qual a conclusão que se tira deste conhecimento universal do bem e do mal? Que há um Legislador que idealizou uma norma de conduta para o homem e fez a natureza humana capaz de compreender esse ideal. A consciência não cria o ideal; ela simplesmente testifica acerca dele, registrando a sua conformidade ou não-conformidade.

Quem originalmente criou esses dois poderosos conceitos do bem e do mal? Deus, o Justo Legislador! O pecado ofuscou a consciência e quase anulou a lei do ser humano; mas no Monte Sinai Deus gravou essa lei em pedras para que o homem tivesse a lei perfeita para dirigir a sua vida. O fato de que o homem compreende esta lei, e sente a sua responsabilidade para com ela, manifesta a existência dum Legislador que criou o homem com essa capacidade. 

DEUS EXISTE


Essa é a primeira premissa. As Escrituras não conhecem questionamento à existência de Deus, pois Ele é a causa primeira. Além disso, crer em sua existência é fundamental para conhecê-lo (Hebreus 11.6). Alguns afirmam que Deus não existe e dizem: "é necessário que sua existência seja cientificamente comprovada, então poderemos crer". Esse argumento não é legítimo, pois falha em relação à capacidade do homem em possuir ferramentas apropriadas para conhecer Deus. Podemos exemplificar: enquanto a humanidade desconhecia o mecanismo da Lei da gravidade, isso jamais a invalidou na prática. A ignorância não anula a realidade.

Cremos por um lado, que Deus é Incompreensível, mas também, por outro lado, que Ele pode ser conhecido e que conhecê-lo é um requisito absoluto para a salvação.

“Porventura desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até a perfeição do Todo-Poderoso?” (Jó 11.7). A bíblia parece que não tem resposta para a indagação de Isaías. “Com quem comparareis a Deus? Ou que cousa semelhante confrontareis com ele?” (Isaías 40.18). Mas, ao mesmo tempo, a bíblia registra à afirmação de Jesus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3). A bíblia cita o fato de que “o Filho de Deus é vindo, e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro, e estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo” (1 João 5.20). 

No século IV Eunômio, um ariano, argumentou, com base na simplicidade de conhecimento sobre Deus, que não há nada em Deus que não seja perfeitamente cognoscível e compreensível para o intelecto humano, mas a sua opinião foi rejeitada por todos os líderes reconhecidos da igreja.
Cremos que não sabemos o que Deus é em Seu ser essencial plenamente, mas podemos saber algo da Sua natureza, daquilo que Ele é para nós, como Ele se revela em seus atributos divinos.

Deus pode ser conhecido, mas ao homem é impossível ter um perfeito conhecimento de Deus, de modo algum. Ter esse conhecimento de Deus seria equivalente a compreendê-lo, e isto está completamente fora de questão: Ademais, o homem não pode dar uma definição de Deus no sentido exato da palavra, mas apenas uma descrição parcial.
Também ao homem é impossível ter um perfeito conhecimento da vontade de Deus pelo raciocinio, investigação, pela observação da obra de Deus. Esse conhecimento da vontade correta, santa e verdadeira da vontade de Deus para o homem é por meio da revelação especial das escrituras sagradas (Bíblia), por Jesus e pelo Espírito Santo. O verdadeiro conhecimento de Deus só pode ser adquirido graças à auto-revelação divina, e somente pelo homem que aceita isso com fé.