domingo, 16 de abril de 2017

PECADO



“Não é porque pecamos que nos tornamos pecadores; pelo contrário, por sermos pecadores é que pecamos”

INTRODUÇÃO

Vivemos num mundo que insiste em negar a existência do pecado e, quando admite a existência do pecado, em negar que a forma única pela qual se consegue a libertação do pecado é por intermédio de Cristo Jesus e de seu sacrifício na cruz do Calvário. Não são poucos aqueles que o “mistério da injustiça” tem levantado, nestes últimos dias, para tentar negar as evidências das verdades bíblicas, “falsos doutores” que, eles mesmos, não têm conseguido se livrar do pecado (II Pe.2:1,2). Negar a existência de Deus, e, por conseguinte, negar que a Bíblia é a sua Palavra é um papel de satanás. Isto, ao longo da história, e com maior ênfase nestes tempos do Pós - Modernismo, ele tem feito, sempre usando os instrumentos humanos que, conscientes ou não, se deixam usar por eles.

Está escrito que Deus, ao completar a obra da criação, declarou que tudo era "muito bom". Observando, mesmo ligeiramente, chegamos à convicção de que muitas coisas que agora existem não são boas — o mal, a impiedade, a opressão, a luta, a guerra, a morte, a inveja, avareza, imoralidade, infidelidade, idolatria e o sofrimento. E naturalmente surge a pergunta: Como entrou o mal no mundo? — pergunta que tem deixado perplexos muitos pensadores. A Bíblia oferece a resposta de Deus; ainda mais, informa-nos o que o pecado realmente é; melhor ainda, apresenta-nos o remédio para o pecado

Origem do pecado
(01)
O Pecado se originou no Mundo Angélico.
A Bíblia nos ensina que na tentativa de investigar a origem do pecado devemos retornar à queda do homem, na descrição de Gen 3 e fixar a atenção em algo que sucedeu no mundo angélico. Deus criou um grande número de anjos, e estes eram todos bons, quando saíram das mãos do seu Criador ,(Gen 1:31). Mas ocorreu uma queda no mundo angélico , queda na qual legiões de anjos se apartaram de Deus. A ocasião exata dessa queda não é indicada, mas em João 8:44. Jesus fala do diabo como assassino desde o princípio e em 1 João 3:8 diz João que o Diabo peca desde o princípio.
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A origem do pecado na raça humana.
Com respeito à origem do pecado na história da humanidade a Bíblia ensina que ele teve início com a transgressão de Adão no paraíso e portanto com um ato perfeitamente voluntário da parte do homem. O tentador veio do mundo dos espíritos com a sugestão de que o homem, colocando-se em oposição a Deus, poderia tornar-se semelhante a Deus. Adão se rendeu à tentação e cometeu o primeiro pecado, comendo do fruto proibido. Mas a coisa não parou aí, pois com esse primeiro pecado Adão passou a ser escravo do pecado. Esse pecado trouxe consigo corrupção permanente, corrupção que dada a solidariedade da raça humana, teria efeito não somente sobre Adão , mas também sobre todos os seus descendentes. Como resultado da queda, o pai da raça só pode transmitir uma natureza depravada aos descendentes. Dessa fonte não Santa o pecado fluí numa corrente impura passando para todas as gerações de homens corrompendo tudo e todos com que entra em contato. É exatamente esse estado de coisas que torna tão pertinente a pergunta de Jó. Quem da imundície poderá tirar cousa pura? Ninguém, (Jó 14:4).

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.. Deus adjudica a todos os homens a condição de pecadores, culpados em Adão, exatamente como adjudica a todos os crentes a condição de justos em Jesus Cristo. É o que Paulo quer dizer, quando afirma:
“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação , assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Por que ,como pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de um só ,muitos se tornarão justos.”
( Romanos 5:18,19).
A Liberdade de Adão Envolvia uma Escolha acerca do Mal
O ato de Adão envolveu uma decisão entre o bem e o mal, e foi uma decisão livre, à medida que ele foi livre para tomar a decisão errada. Se ele não fosse livre para optar pelo mal acima do bem, ele não poderia ter tomado a decisão errada. Mas ele tinha o poder de obedecer ou desobedecer. Adão possuía uma natureza santa e perfeita, sem inclinação para o pecado, sem uma força que o impulsionasse a pecar; como o homem natural hoje possui após a queda e desobediência de Adão e Eva. Ele pecou voluntariamente.
(04)
Além disso, o mal não era inevitável para Adão. Isto fica claro a partir do fato de Deus ter dito para Adão “não comerás”(cf. Gn 2.17). Adão podia ter evitado o mal. A forma verbal implica que Adão tinha tanto a possibilidade, quanto a capacidade de pecar ou não pecar. E mais, o próprio Deus chamou Adão à responsabilidade pela decisão que ele, soberanamente, havia tomado, punindo-o por ter feito a escolha errada. Não existe responsabilidade que não surja da capacidade que temos por respondermos por algo, e as conseqüências que se seguiram a escolha do mal indicam que tudo poderia ter sido evitado.

0 Diabo não Fez com que Adão Pecasse
Desde o tempo de Adão, as pessoas fazem uso da conhecida desculpa: “O Diabo me fez fazer isto!” Alguns crentes são conhecidos por usar este tipo de expressão para justificar suas atitudes erradas, da mesma forma que Adão e Eva o fizeram. Adão culpou Eva, e Eva transferiu a culpa para Satanás. Mas, como já analisamos, Satanás não forçou ninguém a pecar; Ele somente tentou Adão.
(05)
Deus não fez que Adão pecasse
Uma coisa é absolutamente impensável: Que Deus seja ou possa ser o autor ou executor do pecado.
Portanto, com argumento de que Deus mantém todo o poder em suas próprias mãos, algumas teorias fazem de Deus o responsável por todo o mal. Abertamente falando, isto significa que quando ocorrem assassinatos, a responsabilidade daquelas mortes é de Deus, e quando um assalto ocorre, ele também foi causado por Deus. Deus é absolutamente bom e, como tal, não pode praticar o (tampouco ser responsável pelo) mal.
(06)
Não Havia uma Natureza Imperfeita em Adão que o Fizesse Pecar
A Bíblia, afirma que Deus fez somente criaturas boas. Ao fim de, praticamente, todos os dias da criação, conforme lemos no livro de Gênesis, que Deus considerava as suas obras “muito boas” (1:4, 10, 18, 21, 25), e depois do sexto dia: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (1:31). Salomão acrescentou: “Vede, isto tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto” (Ecles 7.29). Como já vimos, Deus é incapaz de criar algo mau; somente criaturas perfeitas podem surgir das mãos de um Criador perfeito.
Mesmo assim, o poder das escolhas livres implica a capacidade de aderir ou rejeitar o bem planejado por Deus. Deus revelou que a liberdade é boa — na verdade, tão boa que ele no-la concedeu. Porem, a liberdade também torna possível o mal. Se Deus criou criaturas livres, e se é bom que sejamos livres, então a origem do mal é o mal-uso da liberdade.
Isto não é difícil de compreender. A maioria de nós, por exemplo, aprecia a liberdade de dirigir um carro, mas muitos abusam desta liberdade e dirigem de forma irresponsável. Nós não culpamos (nem devemos culpar) o governo por continuar nos concedendo a habilitação, apesar de todos os danos causados por motoristas imprudentes. Somente as pessoas que dirigem de forma irresponsável e criminosa, e que mutilam ou matam outras pessoas, são responsáveis pelos resultados das suas ações. Apesar do mal poder resultar em abuso de liberdade ou malandragens, o governo entende que é mais proveitoso que os indivíduos da sociedade possam utilizar veículos do que ter que fazer todos os nossos afazeres a pé. De igual maneira, Deus também demonstrou que é melhor termos liberdade — mesmo que com ela venha a possibilidade do abuso — do que não termos liberdade alguma.
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O primeiro casal foi livre para pecar ou não pecar. Deus é livre, contudo não lhe é possível pecar (1 João 1:5 Hb 6.18). Na verdade, como já observamos, Deus não pode nem ao menos ser tentado a pecar (Tg 1.13) Ele é absolutamente imune ao mal. Como, então, Deus pode ser livre se não existe a possibilidade dele fazer a escolha errada?
A resposta é que Deus é na sua própria essência, Todo-bondade e, portanto, Ele somente pode fazer o bem, e estar sujeito à sua própria natureza. Deus é AMOR, e é impossível que Deus odeie alguém. Deus é LUZ, é impossível que as trevas lhe alcance. Deus é Justiça, é impossível que ele use de injustiça. Deus é SANTO, é impossível que ele peque. (Tg 1.13,17)
(08)
A Liberdade de Fazer somente o Bem não Significa a Perda da Liberdade Real
É importante notar que o céu não representa a destruição da nossa verdadeira liberdade, mas o cumprimento dela. Neste mundo podemos optar entre fazer a vontade de Deus ou não; depois que a escolha é feita, o nosso destino está selado até à morte (Hb 9.27). Portanto, se escolhemos fazer a vontade de Deus, em vez na nossa própria vontade, a liberdade de fazermos o mal desaparece e somos livres para fazer somente o bem. E como a liberdade de fazer o mal é também a liberdade que temos para destruirmos a nós mesmos, ela não é uma liberdade perfeita (completa). A essência da liberdade real é a liberdade que Deus possui (e que, na eternidade, os crentes possuirão), a saber, a capacidade de escolher somente o bem. De forma semelhante, no inferno, os demônios (anjos caídos), agora sem a influência da glória de Deus, são enrijecidos na sua vontade de fazer o mal.
Por conseguinte, quando Deus nos levar para o céu, onde tudo isso será real, Ele não terá eliminado a nossa liberdade, mas sim, cumprido-a. Em suma, a perda da capacidade de se fazer o mal não é, de forma alguma, um mal; mas, muito pelo contrário, será um bem majestoso que receberemos.
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O que é Pecado e o que são Pecados
A Diferença entre Pecado e Pecados
Podemos facilmente dizer que a diferença entre pecado e pecados é que pecado é singular e pecados é plural. Entretanto, precisamos distinguir claramente entre pecado e pecados. Se você não consegue diferenciar os dois, será impossível ter clareza da sua salvação. Que é pecado de acordo com a Bíblia? E que são pecados? Permitam-me dar uma breve definição primeiro. Pecado refere-se àquele poder dentro de nós que nos motiva a cometer atos pecaminosos. Pecados, por outro lado, refere-se aos atos pecaminosos individuais, específicos, que cometemos exteriormente.

Que é pecado? Seremos simples e consideraremos essa questão a partir da nossa experiência. Sabemos que há algo dentro de nós que nos motiva e nos obriga a ter certas inclinações espontâneas, que nos induz para o caminho da concupiscência e paixão. De acordo com a Bíblia esse algo é o pecado (Rm 7:8, 16-17). Todavia, não há somente o pecado interior que nos obriga e induz, há também os atos pecaminosos individuais, os pecados, os quais são cometidos exteriormente. Na Bíblia, os pecados estão relacionados
com a nossa conduta, enquanto o pecado está relacionado com a nossa vida natural. Pecados são os cometidos pelas mãos, pelos pés, pelo coração, pela língua e mesmo por todo o corpo. Paulo refere-se a isso ao falar dos feitos do corpo (Romanos 8:13). Então, que é o pecado? O pecado é uma lei que controla nossos membros (Romanos 7:23). Existe algo dentro de nós que nos leva a pecar, a cometer o mal e esse algo é o pecado.
(10)
Se quisermos fazer uma distinção clara entre pecado e pecados, há uma parte nas Escrituras que precisamos considerar. São os primeiros oito capítulos do livro de Romanos. Esses oito capítulos mostram-nos o significado pleno do pecado. Nesses oito capítulos encontramos uma característica notável: do capítulo 1 ao 5:11, somente a palavra pecados, no plural, é mencionada; a palavra pecado, no singular, jamais é mencionada. Mas, de 5:12 até o final do capítulo oito, o que encontramos é pecado, não pecados. Do capítulo 1 até 5:11, Romanos mostra-nos que o homem tem cometido pecados diante de Deus. De 5:12 em diante, Romanos mostra-nos que tipo de pessoa o homem é diante de Deus: um pecador. Pecado refere-se à vida que possuímos. Antes de Romanos 5:12 nenhuma menção há de mortos sendo vivificados, pois o problema ali não é que alguém precise ser vivificado e, sim, que os pecados individuais que alguém cometeu precisam ser perdoados.

De 5:12 em diante, temos a segunda seção. Aqui vemos algo forte e poderoso dentro de nós como uma lei em nossos membros, que é o pecado, que nos induz e obriga a cometer os pecados, os atos pecaminosos. Por isso há necessidade de sermos libertados. Os pecados têm a ver com a nossa conduta, e para isso a Bíblia mostra-nos que precisamos de perdão (Mt 26:28; At 2:38; 10:43). Porém, o pecado é o que nos incita, induz-nos a cometer os atos pecaminosos. Por isso, a Bíblia mostra-nos que precisamos de libertação (Rm 6:18, 22). Em toda a Bíblia, em nenhum lugar são mencionadas as palavras o perdão do pecado; em vez disso, a Bíblia sempre fala de “perdão de pecados”. Os pecados é que são perdoados, não o pecado.

Os pecados são exteriores a nós. Eis por que precisam ser perdoados. Contudo, algo mais está dentro de nós, algo forte e poderoso que nos leva a cometer pecados. Para isso precisamos não de perdão, mas de libertação. Precisamos ser libertados. Tão logo não estejamos mais sob seu poder e nada tenhamos a ver com ele, estaremos em paz. A solução para os pecados vem do perdão. Entretanto, a solução para o pecado vem quando não estivermos mais debaixo do seu poder e não tivermos mais nada a ver com ele. Os
pecados estão relacionados com as nossas ações e são cometidos um por um. Eis por que precisam ser perdoados. O pecado, porém, está dentro de nós e precisamos ser libertados dele.
(11)
Portanto, a Bíblia nunca diz “perdão do pecado”, mas “perdão dos pecados”. Tampouco a Bíblia fala sobre ser “libertado dos pecados”. Posso assegurar-lhes que a Bíblia nunca diz isso. Pelo contrário, a Bíblia diz que somos “libertados do pecado”, em vez de libertados dos pecados. A única coisa da qual precisamos escapar e ser libertados é daquilo que nos incita e nos induz a cometer pecados. Essa distinção é feita de modo bastante claro na Bíblia. Posso comparar os dois desta forma:

De acordo com a Bíblia, o pecado está na carne; enquanto os pecados estão na nossa conduta.
O pecado é um princípio dentro de nós; é um princípio da vida que temos. Os pecados são atos cometidos por nós; são atos em nosso viver. O pecado é uma lei nos membros. Os pecados são transgressões que cometemos; são atividades e atos reais.
O pecado está relacionado com o nosso ser; os pecados estão relacionados com o nosso agir. Pecado é o que somos; pecados é o que fazemos. Uma pessoa é governada pelo pecado em sua vida natural. Pecado é algo considerado como um todo; pecados são coisas consideradas caso a caso. O pecado está no interior do homem; os pecados estão diante de Deus. O pecado requer que sejamos libertados; os pecados requerem que sejamos perdoados.

O pecado está na natureza do homem; os pecados estão nos hábitos do homem. Figurativamente falando, o pecado é como uma árvore e os pecados são como o fruto da árvore.
(12)

Essa é a razão de Deus não tratar apenas com as ações dos pecados, mas também com a inclinação para o pecado. Podemos ver a importância de lidar com os pecados, mas é igualmente importante lidar com o pecado. Somente ao vermos ambos os aspectos é que o nosso entendimento sobre nossa salvação será completo.
(13)
A Compreensão do Homem Quanto ao Pecado e aos Pecados
Antes de sermos salvos não sentíamos o prejuízo do pecado. Tudo o que sentíamos era o prejuízo dos muitos pecados. Mesmo depois que nos tornamos cristãos, o que nos entristecia eram os nossos muitos pecados, não o pecado em si. Apesar de agora salvos, ainda podemos mentir ou perder a calma, ter ciúmes e ser orgulhosos, ou murmurar, etc. Portanto, esses pecados individuais nos aborrecem. Que devemos fazer? Chegar diante de Deus e pedir perdão por esses itens um a um. Podemos dizer: “Ó Deus, eu agi mal hoje. Pequei novamente. Por favor, perdoe-me”.

Se você fez doze coisas erradas ontem, sentiu-se triste interiormente. Mas se fez somente duas coisas erradas hoje, deve estar alegre interiormente, porque cometeu bem menos pecados hoje, e que há menos pecados em você agora. Contudo, deixe-me lembrar-lhe de que isso é apenas o estágio inicial de uma vida cristã. Nesta fase ficamos tristes somente pelos muitos pecados que cometemos. Após sermos cristãos por algum tempo, percebemos que o que nos entristece e aborrece não são os muitos pecados, mas o próprio pecado. Por fim, descobrimos que não são as coisas que fazemos que estão erradas, mas a nossa pessoa é que está errada.

Não são as coisas que fazemos que são más; é a nossa própria pessoa que é má. Passamos a perceber que todas as coisas que temos feito são meras questões exteriores e que a verdadeira coisa má é a nossa pessoa. Há um princípio natural em nós que nos leva a pecar. As coisas exteriores podem ser de muitas categorias. Podemos chamá-las de orgulho, ciúmes, impureza ou de quaisquer outros nomes. Pode haver todos os tipos de pecados fora de nós. Mas dentro de nós há um único princípio, e é algo que anseia pelos pecados. Há uma inclinação dentro de nós em direção aos pecados.
(14)
 Existe algo em nosso ser que deseja estas coisas externas. Esse é o motivo por que a Bíblia faz com que esses pecados exteriores estejam no plural; eles são percebidos item por item. O orgulho é um, a mentira é outro, e a fornicação é ainda outro. O orgulho é diferente do assassinato, e a mentira é diferente da fornicação. Mas existe somente uma coisa que nos inclina a pecar, que nos controla e nos atrai. A razão de pecarmos é que existe uma lei dentro de nós. Ela constantemente nos conduz aos pecados exteriores. Na Bíblia este pecado está no singular. Ele não denota nossa conduta; pelo contrário, denota nossa natureza. Este pecado está na nossa natureza e precisamos ser libertados dele.

Uma vez que a salvação de Deus para o homem é completa, Ele necessita livrar-nos dos muitos pecados e também do pecado em si. Se Deus somente nos livrasse dos muitos pecados, sem nos livrar do pecado, então não se poderia dizer que a salvação de Deus é completa. Uma vez que haja duas coisas conosco, os pecados e o pecado, precisamos de uma salvação dupla. Por um lado, precisamos ser libertados dos muitos pecados. Por outro, precisamos ser libertados do pecado. No cumprimento de Sua salvação completa por meio da redenção de Cristo, Deus nos livra tanto dos pecados como do pecado.
(15)
Posso esclarecer melhor com uma ilustração. Os muitos pecados são como os frutos de uma árvore. Eles existem individualmente, e uma árvore pode produzir algumas centenas deles. É assim com os pecados. O pecado, por outro lado, é como a própria árvore. O que nós, os pecadores, vemos com os olhos é o fruto. Percebemos que os frutos são maus, mas não vemos que a árvore é igualmente má. Os frutos são maus porque a árvore é má. É assim que Deus nos ensina a entender o problema do pecado. No início Ele nos mostra os pecados individuais. Por fim, Ele nos mostra a nossa própria pessoa. No início precisamos
de perdão porque temos cometido pecados. Mas após um tempo compreendemos que precisamos ser libertados porque somos pecadores.

(16)
Como posso saber se algo são pecados?
Há dois aspectos envolvidos nesta questão:
Há coisas que a Bíblia especificamente menciona e declara como pecados. Exemplos disto incluem: Provérbios 6:16-19; Gálatas 5:19-21; I Coríntios 6:9-10. Não pode haver dúvidas que estas Escrituras apresentam tais atividades como pecaminosas, coisas que Deus não aprova: assassinato, adultério, mentira, roubo, etc. Não há dúvidas de que a Bíblia apresenta tais coisas como pecados.

O ponto mais difícil está em determinar o que são pecados em áreas que a Bíblia não apresenta diretamente. Quando a Bíblia não menciona um determinado assunto, temos, em Sua palavra, alguns princípios gerais que nos guiarão.  Quando não há referência específica na Escritura, é bom perguntar não se determinada coisa é errada, mas se é realmente boa.

Se há lugar para a dúvida se algo agrada a Deus, então melhor é desistir. “...e tudo o que não é de fé é pecado” (Romanos 14:23)

Devemos avaliar nossas ações não somente em relação a Deus, mas também em relação a seus efeitos em nossa família, nossos amigos e outras pessoas em geral. Mesmo se algo em particular possa não nos ofender pessoalmente, se for ofensivo ou afetar a outra pessoa, isto é errado e pecado. “Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça. Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos” (Romanos 14:21; 15:1).

Lembrem-se, finalmente, de que Jesus Cristo é nosso Senhor e Salvador, e não se pode permitir que nada mais tome a prioridade de que estejamos em acordo com Sua vontade. Não se pode deixar que nenhum hábito, recreação ou ambição tenha um excessivo controle sobre nossas vidas: somente Cristo tem esta autoridade. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (I Coríntios 6:12).
(17)
Neste capítulo 14 de romanos, Paulo aplica o amor fraternal à convivência de irmãos, quando surgem diferenças.
Os que se julgam fortes devem acolher os fracos, mas não para discutir opiniões. As questões que Paulo trata aqui envolvem a consciência de irmãos que ainda não reconhecem determinadas liberdades em Cristo. Não são divergências sobre doutrinas reveladas por Deus. Não devemos usar este texto para justificar a cumplicidade no pecado, mas devemos ceder em questões de opinião para não ferir a consciência de um irmão mais fraco na fé.
A primeira aplicação: comer carne (Romanos 14:2-4). Deus não proibia que o cristão comesse carne (embora proíba comer carne oferecida aos ídolos – Apocalipse 2:14), mas alguns tiveram dificuldade em aceitar esta liberdade. A decisão de comer carne ou não era uma questão particular.

A segunda aplicação: fazer distinção entre dias (Romanos 14:5-6). É bem possível que alguns cristãos judeus ainda acharam melhor descansarem no sábado, ou talvez ainda comemoraram alguns dias de festas, possivelmente como feriados nacionais. Paulo ensinou os irmãos a tolerarem tais diferenças de consciência.
Nas instruções sobre tolerância, Paulo diz que devemos: Aceitar o fraco, mas não para discutir opiniões (1). Devemos ensinar as doutrinas bíblicas, mas não devemos insistir em defender alguma liberdade não essencial.  Em questões onde Deus não definiu uma única maneira de agir, respeitar as decisões dos outros (3).  Lembrar que o nosso irmão é, primeiramente, um servo de Deus e, como tal, será julgado por Deus (4,10-12).  Respeitar a nossa própria consciência e, acima de tudo, a vontade de Deus, porque pertencemos ao Senhor na vida e na morte (5-9,12).
(18)

Consciência e Fé (Romanos 14:13-23)
Aqui, Paulo leva os mesmos princípios adiante, mostrando o perigo de agir de uma maneira que prejudique um irmão. Não devemos julgar os irmãos, nem devemos fazer com que um deles tropece (13). Mesmo em casos de coisas lícitas, devemos evitar ferir a consciência do irmão. Se insistir em usar todas as nossas liberdades, o nosso bem pode ser desprezado (14-16).
A ênfase no reino de Deus não é a liberdade de comer ou beber alguma coisa, e sim a de participar da justiça e alegria no Espírito Santo (17). Quando servimos a Deus, agradamos ao Senhor e aos homens (18). Desta maneira, promovemos a paz e a edificação (19). Se insistirmos em usar as nossas liberdades, sem considerar a consciência do irmão, estaríamos destruindo a obra de Deus (20-21). É melhor abrir mão de algum privilégio do que fazer um irmão tropeçar.
É importantíssimo mantermos a nossa consciência limpa diante de Deus, nada fazendo na dúvida (22-23).

(19)
Pecado inerente, ou "pecado original"
O efeito da queda arraigou-se tão profundamente na natureza humana que Adão, como pai da raça, transmitiu a seus descendentes a tendência ou inclinação para pecar. (Salmos. 51:5.) Essa inclinação espiritual e moral para o mal, sob o qual os homens nascem, é conhecido como pecado original. Os atos pecaminosos que se seguem durante a idade de plena responsabilidade do homem são conhecidos como "pecados atual". Cristo, o segundo Adão, veio ao mundo resgatar-nos de todos os efeitos da queda. (Rom. 5:12-21.) Esta condição moral da alma é descrita de muitas maneiras: todos pecaram (Rom. 3:9); todos estão debaixo da maldição (Gál. 3:10); o homem natural é estranho às coisas de Deus (1 Cor. 2:14); o coração natural é enganoso e perverso (Jer. 17:9); a natureza mental e moral é corrupta (Gên. 6:5, 12; 8:21; Rom. 1:19-31); a mente carnal é inimizade contra Deus (Rom. 8:7, 8); o pecador é escravo do pecado (Rom. 6:17; 7:5); é controlado pelo príncipe das potestades do ar (Efés. 2:2); está morto em ofensas e pecados (Efés. 2:1); e é filho da ira (Efés. 2:3).


Que o pecado de Adão prejudicou não só a ele, mas também a todos os seus descendentes, por geração ordinária, é parte da fé de todo o mundo cristão. A pecaminosidade do estado em que o homem está, consiste na culpa do primeiro pecado de Adão, na ausência de retidão original e na corrupção de toda a sua natureza, o que comumente recebe o nome de pecado original, consequentemente todas as transgressões concretizadas advêm desse estado de pecado do homem. E como conseqüência dessa corrupção original, os homens estão totalmente indispostos e incapacitados a praticarem a vontade de Deus e seus mandamentos por seus próprios esforços, a não ser pelo poder redentor de Jesus Cristo na Cruz e através da regeneração do Espirito Santo de Deus.

Não só vemos a manifestação da ira, malícia, egoísmo, inveja, orgulho e outras disposições maldosas, mas todo o desenvolvimento da alma em direção ao mundo e afastando-se de Deus.
“Desviam-se os ímpios desde sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras”
 (Salmos 58:3)
“A estultícia [o mal moral] está ligada ao coração da criança” (Provérbios 22:15)
(20)
É um fato inegável, a universalidade do pecado entre os homens, seu poder dominante e sua manifestação precoce, constituem clara prova da corrupção de nossa natureza comum.

É absolutamente inconsistente com todas as idéias justas de Deus que Ele tenha criado o homem com uma natureza que, de alguma forma, o conduza ao pecado e à destruição; ou que lhe haja colocado em circunstâncias que inevitavelmente o levem a pecar e a sua ruína. O atual estado da natureza humana não pode ser, portanto, sua condição normal e original. Somos uma raça apostatada. Nossa natureza corrompeu-se por nossa apostasia de Deus, e por isso toda a imaginação dos pensamentos do coração do homem é só e continuamente para o mal (Genesis 8:21). Esta é a solução bíblica e a única solução racional do fato inegável da profunda, universal e precoce pecaminosidade manifesta nos homens em todos os tempos e em todas as partes do mundo.


Somente por causa de Cristo, ou mediante sua intervenção, quem crer em Jesus Cristo e se converte a ele são transferidos de um estado de existência condenável no qual sua natureza se desenvolveu para um estado de santidade.  Toda bíblia ensina claramente que a morte de Cristo é absolutamente necessária; que, se houvesse outra maneira pela qual os homens pudessem ser salvos, Cristo teria morrido em vão (Gálatas 2:21 e 3:21). Pressupõe-se que os homens, todos os homens, as crianças e os adultos, estão em estado de pecado e desgraça, do qual ninguém, senão um divino Salvador, pode livrar.
A bíblia não faz exceção alguma de classe, nação, caráter ou idade em relação ao estado de pecado e a necessidade de um salvador.
(21)
As crianças sempre estiveram incluídas com seus pais em cada revelação ou promulgação do pacto da graça. O pacto com Abraão não foi feito somente com ele, mas também com sua posteridade, pequenos e adultos. As escrituras, portanto, sempre contemplam os filhos desde o nascimento como carentes de salvação, e como inclusos no plano da salvação que a bíblia revela. Isso é ainda mais evidente pelo fato de que o sinal e selo da circuncisão sob a antiga dispensação se aplicava a recém-nascidos. O selo das promessas feitas a Abraão também nos alcançou (Gálatas 3:14). Isso esclarece por que o Apostolo ensina que Abraão recebeu a circuncisão como selo da justiça da fé. Ou seja, foi o selo daquele pacto que prometeu e assegurou a justiça sobre a condição da fé. Está claro que as escrituras ensinam que a circuncisão tinha um sentido espiritual.

“Assim, também, David declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça, sem as obras, dizendo:Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;
Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.
Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente, ou também sobre a incircuncisão? Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão.
Como lhe foi, pois, imputada? Estando na circuncisão, ou na incircuncisão? Não na circuncisão, mas na incircuncisão. E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles, também, na incircuncisão; a fim de que, também, a justiça lhes seja imputada;E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que, também, andam nas pisadas daquela fé do nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão.” (Romanos 4:6-12)

A morte com a qual Adão foi ameaçado não era mera dissolução de seu corpo, mas morte espiritual. 

(22)
DEUS não pode promover o pecado
Deus não pode estimular o pecado; Ele é completamente santo e não pode endossar o pecado de forma alguma. Na verdade, Deus não pode nos tentar a pecar: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tiago 1.13).
Na oração do Senhor (o “Pai nosso”), a frase “não nos deixe cair em tentação” não implica que é Deus o autor da tentação. Na verdade, a oração pede para que Deus não permita que sejamos levados pela tentação. Ele proporciona a libertação do pecado, como afirma a frase “livra-nos do mal” (Mat 6.13).

Deus pode permitir o pecado
Apesar dele não poder produzir, nem promover o pecado, Deus pode permiti-lo, e isto o faz. Ao permitir a ocorrência do pecado, Deus cumpre o mais elevado dos seus propósitos. Por exemplo, Deus permitiu que os irmãos de José, ao lhe vender como escravo, pecassem a fim de que todo o Israel fosse salvo, bem como de cumprir a sua promessa de trazer o Messias por intermédio do seu povo escolhido para proporcionar a salvação para a humanidade (Genesis 12.3). José reconheceu isto quando disse aos seus irmãos: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (Gn 50.20).

Deus permitiu aos espíritos mentirosos que fossem enganar ao Rei Acabe (em 1 Rs 22), Ele não estava pecando, tampouco incentivando o pecado. Ele simplesmente permitiu que os espíritos malignos fizessem o que Ele já sabia que eles, como seguidores do pai da mentira, fariam quando tivessem a liberdade para agir. Deus cumpriu os seus propósitos soberanos por intermédio destas mentiras, da mesma forma que fez por meio do pecado dos irmãos de José (vide Gn 50.20).
(23)
Pecado de Omissão e Comissão
O pecado tanto pode consistir de omissão em fazer a coisa justa ou o bem, como de comissão em fazer a coisa errada e má.
Os pecados de omissão são a nossa falta de ação naquilo que deveríamos agir.
"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17).
Aqui passamos do lado negativo para o lado positivo da vida cristã, e aprendemos que deixar de fazer aquilo que sabemos competir-nos, é pecar. Suponhamos que, do presente momento em diante, nunca mais praticássemos qualquer mal, nem prejudicássemos de nenhuma forma nosso semelhante, viveríamos sem pecar? Não, pois nosso pecado apareceria no fato de não fazermos todo bem que deveríamos fazer.

Os pecados de comissão, isto é, quando fazemos o que não deveríamos fazer, são descritos pelo apóstolo João neste versículo: “Qualquer que comete o pecado também comete iniqüidade, porque o pecado é iniqüidade” (1 Jo 3.4).

(24)
Atitude duvidosa é pecado
“Mas, aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.” (Romanos 14:23) vede também (1 João 3:18-22).
Havendo dúvida, o crente deve decidir pelo que não pode desagradar a Deus. A prática de qualquer atitude ou prática com dúvida, trará, inevitavelmente, a condenação. Não se pode também usar esse texto e cair no erro de achar que tudo que fazemos, e nossa mente não nos condena, é certo ou Deus não condenará nosso ato. A nossa mente ou consciência não determina o padrão de certo e errado, mas sim a palavra de Deus, a bíblia sagrada.  A mente do homem sem Deus é cauterizada e obscurecida (1 Coríntios 8:7/ 1Timóteo 4:2/ Tito 1:15/ Hebreus 9:14/10:22) não pode saber a exata vontade de Deus, ou discernir sua vontade de forma ideal sem o exame da palavra de Deus (a bíblia) e o esclarecimento do Espírito Santo.
(25)
Favoritismo é pecado
“Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos pela lei como transgressores.” (Tiago 2:9)
Tal acepção coloca nossas relações com os homens, não na base do mérito ou da misericórdia, mas na base do lucro ou satisfações pessoais, o que é evidentemente errado e pecado.
(26)
Desprezo ao semelhante é pecado
“O que despreza ao seu companheiro peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado.” (Provérbios 14:21)
É absoluta desobediência ao mandamento que diz: ”...amarás o teu próximo como a ti mesmo”, e também incoerência com a vida sintonizada com Deus.

Incredulidade para com Jesus Cristo é pecado
“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.
Do pecado, porque não crêem em mim;” (João 16:8,9)
A incredulidade é raiz da qual se originam todos os demais pecados. Foi depois que Eva permitiu à incredulidade penetrar em seu coração, que ela respondeu favoravelmente ao tríplice apelo da tentação. É o pecado que exclui Deus da alma e que, caso o indivíduo persista nele, excluirá a alma eternamente de Deus.
Assim, de acordo com Jesus: “Quem crê nele [em Jesus] não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3.18).
(27)
O reino vegetal, animal e toda a criação foram afetados pelo pecado do homem
“...Maldita é a terra por tua causa.” (Genesis 3:17,18/ Isaias 55:13)
O reino vegetal, animal e toda a natureza foi amaldiçoada por causa do pecado do homem, mas será finalmente redimida dessa maldição por ocasião da volta de Cristo para reinar.
“Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
Na esperança de que, também, a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto, até agora.” (Romanos  8:19-22)
(28)
O mal se atribui a pensamentos e afetos.
Gênesis 6:5; Jeremias 17:9; Mateus 5:22,26; Hebreus 3:12.

O pecado pode tomar as formas de avareza, orgulho, vaidade, ambição, sensualidade, ciúme, ou mesmo o amor de outrem, em cujo caso outros são amados porque são tidos como estando de algum modo ligado ao Eu ou contribuindo para o Eu. O pecador pode buscar a verdade, mas sempre por fins interesseiros, egoísticos. Ele pode dar seus bens para alimentar o pobre, ou mesmo o seu corpo para ser queimado, mas só por meio de um desejo egoísta de gratificação carnal ou honra ou recompensa. O pecado, como egoísmo, tem quatro partes: "(1) Vontade própria, em vez de submissão; (2) ambição, em vez de benevolência; (3) justiça própria, em vez de humildade e reverência; (4) auto-suficiência, em vez de fé"

Vemos, então, que o pecado não é meramente um resultado do desenvolvimento imperfeito do homem: é uma perversidade da vontade e da disposição. O homem nunca a sobrepujará enquanto ele estiver na carne. A regeneração põe um entrave sobre ela, mas não a destrói. O homem regenerado não é mais servo do pecado, mas também não está longe dele, convive com o pecado, mas o pecado não o domina mais.
Leia:
“Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.” (1 João 1:8)
“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (ROM. 8:1,2)

"Porque esta é à vontade de Deus, a vossa santificação... que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, não na paixão de concupiscência...porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação" (1 Tessalonicenses 4.3-7).
(29)
O pecado ou blasfêmia contra o Espírito Santo
A Bíblia fala mais especialmente de “falar contra o Espírito Santo”, Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10. Evidentemente, é um pecado cometido durante a presente vida, pecado que torna impossíveis a conversão e o perdão. O pecado consiste na rejeição e calúnia consciente, maldosa e voluntária, e isso contra as evidências e respectiva convicção do testemunho do Espírito Santo a respeito da graça de Deus em Cristo.

A raiz desse pecado é o consciente e deliberado ódio a Deus e a tudo quanto se reconhece como divino. É imperdoável, não porque a sua culpa transcende os méritos de Cristo, ou porque o pecador esteja fora do alcance do poder renovador do Espírito Santo, mas, sim porque há também no mundo de pecado certas leis e ordenanças estabelecidas por Deus e por Ele mantidas. E, no caso desse pecado particular, a lei é que ele exclui toda a possibilidade de arrependimento, cauteriza a consciência, endurece o pecador e, assim, torna imperdoável o pecado. Daí, nos que cometeram esse pecado podemos esperar ver um pronunciado ódio a Deus, uma atitude desafiadora para com Ele e para com tudo quanto é divino, um prazer em ridicularizar e difamar aquilo que é santo, e um desinteresse absoluto quanto ao bem-estar da alma e à vida futura.





(30)
Ao contrário da opinião largamente aceita, nem todos os pecados são vistos de igual forma por Deus. Jesus disse a Pilatos que “mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem”( João 19.11).
João falou de um pecado que chegou a tirar a vida de uma pessoa (1 João 5.16). Paulo disse que alguns foram disciplinados com a morte por parte de Deus, por tomar parte na Ceia do Senhor de forma indigna (1 Cor 11.29-30), numa indicação de que este é um pecado particularmente grave. Não somente existem pecados mais fortes, como também existe o mais grave de todos os pecados: a blasfêmia contra o Espírito Santo (Mat 12.32).
(31)

A QUESTÃO DA POLIGAMIA
Por que Deus permitiu que Salomão tivesse tantas mulheres, se ele condena a poligamia?
(1 Reis 11:1)

PROBLEMA: Em 1 Reis 11:3, lemos que Salomão tinha 700 mulheres e 300 concubinas. Mas as Escrituras repetidamente nos advertem contra manter mais de uma mulher (Deut 17:17) e violar o princípio da monogamia - um homem para uma mulher (cf. 1 Co 7:2).

SOLUÇÃO: A monogamia é o padrão de Deus para os homens. Isso está claro nos seguintes fatos:
(1)     Desde o princípio Deus estabeleceu este padrão ao criar o relacionamento monogâmico de um homem com uma mulher, Adão e Eva (Gen 1:27; 2:21-25).

 (2) Esta ficou sendo a prática geral da raça humana (Gen 4:1), seguindo o exemplo estabelecido por Deus, até que o pecado a interrompeu (Gen 4:23).
 (3) A Lei de Moisés claramente ordena: “Tampouco para si multiplicará mulheres” (Deut 17:17).
 (4) A advertência contra a poligamia é repetida na própria passagem que dá o número das muitas mulheres de Salomão (1 Reis 11:2): “Não caseis com elas, nem casem elas convosco”.
(5) Jesus reafirmou a intenção original de Deus ao citar esta passagem (Mat 19:4) e ao observar que Deus “os fez homem e mulher” e os juntou em casamento.
(6) O Novo Testamento enfatiza que “cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7:2).
(7) De igual forma, Paulo insistiu que o líder da igreja deveria ser “esposo de uma só mulher” (1 Tim 3:2; 12).
(8) Na verdade, o casamento monogâmico é uma prefiguração do relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32).
(32)
A poligamia nunca foi estabelecida por Deus para nenhum povo, sob circunstância alguma. De fato, a Bíblia revela que Deus puniu severamente aqueles que a praticaram, como se pode ver pelo seguinte:

(1) A primeira referência à poligamia ocorreu no contexto de uma sociedade pecadora em rebelião contra Deus, na qual o assassino “Lameque tomou para si duas esposas” (Genesis 4:19,23).
(2) Deus repetidamente advertiu ou polígamos quanto às conseqüências de seus atos: “para que o seu coração se não desvie” de Deus (Deut 17:17; cf. 1 Reis 11:2).
(3) Deus nunca ordenou a poligamia - como o divórcio, ele somente a permitiu por causa da dureza do coração do homem (Deut 24:1; Mt 19:8).
(4) Todo praticante da poligamia na Bíblia, incluindo Davi e Salomão (1 Crônicas 14:3), pagou um alto preço por seu pecado.
(5) Deus odeia a poligamia, assim como o divórcio, porque ela destrói o seu ideal para a família (cf. Ml 2:16).

Em resumo, a monogamia é ensinada na Bíblia de várias maneiras:
(1) pelo exemplo precedente, já que Deus deu ao primeiro homem apenas uma mulher;
(2) pela proporção, já que as quantidades de homens e mulheres que Deus traz ao mundo são praticamente iguais;
(3) por preceito, já que tanto o AT como o NT a ordenam (veja os versículos acima);
(4) pela punição, já que Deus puniu aqueles que violaram o seu padrão (1 Reis 11:2); e (5) por prefiguração, já que o casamento de um homem com uma mulher é uma tipologia de Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32). Apenas porque a Bíblia relata o pecado de poligamia praticado por Salomão, não significa que Deus a aprove.
(33)
A Lei Mosaica Desencorajava a Poligamia
A Lei Mosaica Desencorajava a Poligamia, Protegia as Mulheres.
As provisões da Lei eram tais que na realidade desencorajavam a poligamia. Cada vez que o homem tinha relações sexuais com sua esposa, ficava impuro, em sentido religioso, por um dia. (Lev. 15:16, 17) Assim, ter relações com várias esposas tornariam as coisas inconvenientes, com maior freqüência, para o hebreu, pois a impureza impedia o homem de empenhar-se em várias atividades. (Lev. 7:20, 21; 1 Sam. 21:3-5; 2 Sam. 11:11) Também, as leis da herança exigiam que o homem fornecesse a herança dupla a seu primogênito, mesmo que fosse filho de sua esposa menos amada. (Deu. 21:15-17) Nestes aspectos, a poligamia era indesejável.
QUANDO Jesus Cristo esteve na terra, ele declarou o padrão de Deus com respeito ao casamento. Indagado sobre um homem divorciar-se de sua esposa “por qualquer motivo”, Jesus replicou: “Não lestes que aquele que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea, e disse: ‘Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’? De modo que não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” Mat. 19:3-6.
(34)
A NEGAÇÃO DA PECAMINOSIDADE DO HOMEM
O pecado é produto da manipulação religiosa – Este é outro pensamento do movimento Pós-Modernista. O adversário cunhou uma ousada estratégia para enganar o homem, qual seja, a idéia de que o pecado simplesmente inexiste. Segundo esta linha de pensamento, o pecado é uma ilusão, é algo que foi simplesmente criado por alguns homens com o intuito de promoção de dominação sobre os demais seres humanos.

Muitos foram aqueles que o inimigo usou ao longo da história da humanidade para fomentarem esta idéia. O profeta Isaías já pronunciara uma sentença divina contra aqueles que assim faziam: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que faz da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Is.5:20).
Não é, portanto, novidade alguma que surjam pensadores que insistam em afirmar que não existe nem bem nem mal ou que, ainda, rejeitem a idéia de pecado afirmando ser ele uma ilusão, fruto da mente humana. Estes, porém, têm aumentado em número nos últimos tempos.

Mas, o pecado não é uma ilusão, como se tem dito ultimamente, nem tampouco uma invenção proveniente de uma tradição religiosa, é uma realidade, e é a razão de ser de toda a calamidade que temos presenciado na humanidade na atualidade. Por ser o principal problema do homem, o próprio Deus tratou de manter viva a esperança da humanidade ainda no instante em que dava ao primeiro casal a devida retribuição pela sua desobediência. Em meio às penalidades lançadas sobre Adão e sobre Eva por causa da transgressão, o Senhor fez a promessa de que haveria uma redenção, de que providenciaria um meio pelo qual o pecado não mais tivesse domínio sobre o homem. Através desta nova, o Senhor fez conhecido do homem que nasceria um, da semente da mulher, que esmagaria a cabeça da serpente, ou seja, surgiria um homem que venceria o pecado e restabeleceria a comunhão perdida com Deus. Esta promessa cumpriu-se na “plenitude dos tempos”, quando Jesus veio ao mundo para salvar o homem dos seus pecados (Gl.4:4; Mt.1:21).

Para que houvesse a possibilidade do restabelecimento da comunhão perdida com Deus, era preciso que o homem, que havia morrido em seus delitos e pecados (Ef.2:1,5), fosse novamente gerado, nascesse novamente, tivesse uma nova vida. Esta nova geração, este novo nascimento é o que se denomina de “regeneração”.



quinta-feira, 13 de abril de 2017

CRIACIONISMO (01)


Se a evolução realmente aconteceu ou não, só poderia ser constatado através de um exame do registro histórico, isto é, o registro fóssil. Que tipo de evidência daria apoio ao conceito evolucionista? Thompson declarou: " Portanto se encontramos nas camadas geológicas uma série de fósseis apresentando uma transição gradual das formas simples para as complexas, e pudermos ter certeza de que correspondem a uma verdadeira seqüência de tempo, então deveríamos nos inclinar a achar que a evoluçáo darwiniana aconteceu, ainda que o seu mecanismo continue desconhecido."' Se os invertebrados deram origem aos vertebrados, os peixes aos anfíbios, os anfíbios aos répteis, os répteis às aves e aos mamíferos - cada transformação exigindo milhões de anos e envolvendo inúmeras formas transicionais - então o registro fóssil deveria certamente apresentar um bom número representativo desses tipos transicionais.
 Thompson prossegue dizendo: "Isso certamente é o que Darwin teria desejado de transmitir, mas naturalmente não foi capaz. 0 que os dados disponíveis indicavam era uma notável ausência dessas muitas formas intermediárias necessárias para a teoria; a ausência de tipos primitivos que deveriam existir nas camadas consideradas mais antigas e o súbito aparecimento dos grupos taxonômicos principais." Mais adiante ele declara: " ... e eu diria que a posição não é notavelmente diferente hoje em dia. Os modernos paleontólogos darwinianos são obrigados a exatamente como o seus predecessores e o próprio Darwin, diluir os fatos com hipóteses subsidiárias que sejam plausíveis dentro da natureza das coisas não verificáveis."
Na camada geológica cambriana aparece uma grande e súbita explosão de fósseis de animais de um nível altamente desenvolvido em complexidade. Nas rochas cambrianas se encontram filões de fósseis de animais tão complexos que os evolucionistas calculam que seriam necessários um bilhão e meio de anos para a sua evolução. Trilobitas, braquiópodes, esponjas, corais, águasvivas, todas as formas de vida dos principais invertebrados se encontram na camada cambriana. 0 que se encontra nas rochas supostamente mais antigas do que as cambrianas, que são as chamadas rochas pré-cambrianas? Certamente podemos dizer sem medo de nos contradizer que os predecessores evolucionários da fauna cambriana nunca foram encontrados.

CRIAÇÃO VS EVOLUÇÃO


Nós cristãos cremos e fazemos parte do criacionismo, cremos que Deus criou o mundo e cada ser segundo suas espécies, assim como relata a Bíblia.

Agora os evolucionistas, afirmam que todos os seres vivos vieram de um ancestral comum, ou seja de um único ser, e que a partir daí surgiram todas as outras espécies, segundo eles os unicelulares teriam se formado primeiro, depois segundo os evolucionistas teriam se transformado em invertebrados marinhos, então os invertebrados marinhos evoluíram e se transformaram em peixes, e esses peixes mais tarde supostamente evoluíram e vieram para terra seca, e invés de morrerem evoluíram para repteis que evoluíram para pássaros, e para mamíferos.

O que ajudaria e confirmaria essas informações seria encontrar fósseis de espécies intermediaria unindo uma especie a outra, por exemplo se os pássaros evoluíram dos repteis então seriam encontrados muitos fósseis de animais metade pássaro metade réptil.

O problema dos evolucionistas é que esses fósseis não existem, nunca foram encontrados; Darwin chamou estas tais espécies de formas transitórias, ele sabia que para comprovar essa sua teoria era preciso encontrar nos registros fósseis, remanescentes de tais formas de transição , no seu livro A ORIGEM DAS ESPECIES DARWIN escreveu, ''se a minha teoria estiver certa uma enorme quantidade de variedades intermediarias deve ter existido, unindo praticamente todas as espécies do mesmo grupo, consequentemente evidencias de sua existência só podem ser encontradas nos registros fósseis,'' CHARLES DARWIN ORIGIN OF SPECIES 1.ed p179 .

Evolucionistas que seguiram Darwin examinaram camadas geológicas por todo o mundo por cerca de 140 anos, procurando por estes tais fósseis, porem as formas de transição imaginadas por Darwin permaneceram como fruto da imaginação dele.

Embora seja evolucionista, o paleontologista inglês Derryck Eyguer diz : ''ao examinarmos o registro fóssil detalhadamente seja no nível biológico das ordens, ou espécies não encontramos evolução gradual, mas o súbito surgimento de um grupo em detrimento de outro.

A mais antiga camada da terra onde os fósseis foram encontrados é a camada cambriana, que recebe da geologia convencional uma idade de 530 milhões de anos, em extratos mais antigos que a camada cambriana não foram encontrado nenhum tipo de fóssil, somente algumas espécies unicelulares, no período cambriano porém diferentes espécies exemplo, águas vivas, estrela do mar, trilobitas, caracol aparecem de repente, ou seja não existe nenhum ser intermediário entre os seres unicelulares.

Um trilobita que tem sistemas corporais muito complexos exemplo, sistema circulatório, órgãos complexos, por exemplo o olho de um trilobita é formado por centenas de células hexagonais, cada uma delas tendo um sistema duplo de lentes; um projeto maravilhoso, se esse é um dos olhos mais antigos que apareceu na terra, como assim ? ele aparece tão completo do nada;

Alem do mais os insetos mais modernos como as abelhas, libélulas tem olhos semelhantes ao do trilobita com a mesma estrutura hexagonal, isto indica que esta estrutura não evoluiu nada tendo 530 milhões de anos como diz a geologia, sem uma única mudança, onde se aplicaria a evolução nesses casos.

E tem mais, se as espécies evoluíram de formas que existiram antes dela, onde estão essas formas pré
existentes? não existem qualquer forma de vida complexa antes dos trilobitas, e de outros animais do período cambriano, as espécies cambrianas passaram a existir repentinamente sem ancestrais, 
e em todas camadas fósseis depois da cambriana as espécies sempre aparecem completamente formadas, os principais grupos como peixes, anfíbios, repteis, pássaros, mamíferos e centenas de milhares de diferentes espécies todos aparecem repentinamente nas respectivas camadas, não existe uma só forma de transição entre qualquer espécie, como imaginavam os evolucionistas.

Esse fato é a evidência de que todos os seres vivos foram criados por DEUS, todos eles completos sem precisar de nenhuma evolução, afinal quem é capaz de criar algo tão complexo como um trilobita é capas de criar todas as outras espécies também.

O assunto é tão complicado para os evolucionistas que o paleontologista evolucionista confessa o seguinte: ''um dos maiores problemas tem sido os registros fósseis; este registro nunca forneceu qualquer vestígio das formas intermediaria de Darwin, pelo contrário as espécies aparecem e desaparecem repentinamente e esta anomalia tem fortalecido o argumento criacionista de que cada espécie foi criada por DEUS,'' MARK CZARNECKI , Mcleans 19 january 1981 p 56.

A cerca de 100 anos atras, os evolucionistas encontraram um fóssil de um peixe chamado celacanto, e comemoraram durante anos dizendo que esta espécie só era conhecida somente no registro fóssil e que tinham características muito parecidas com animais terrestres, como os fósseis só apresentam o esqueleto do animal eles tomaram a liberdade de dizer que esse animal tinha pulmões primitivos, diferentes dos peixes de hoje todas essas informações dos evolucionistas sobre o celacanto foram apresentada como fato cientifico;

O fóssil ficou 30 anos exposto num museu, foram feitos até desenhos imaginários do animal rastejando para terra, então parecia que eles realmente tinham razão não existia um DEUS criador, ''demorou mas nos finalmente conseguimos encontrar o fóssil do elo pedido encontramos o animal meio peixe meio réptil''.

Só que um belo dia, cientistas estavam mergulhando em águas profundas no oceano Índico quando encontraram um peixe de espécie diferente, e capturaram alguns vivos, e ao estudar descobriram que o peixe que pegaram era na verdade um exemplar do celacanto vivinho e nadando muito bem, isso aconteceu em 1938 o fóssil era exatamente igual a os peixes celacanto que vivem e nadam hoje no oceano Índico.

Ficou mais feio ainda quando descobriram que invés de ser um peixe que saiu da água para terra, o celacanto é uma espécie de peixe que vive somente em águas profundas do oceano, minha pergunta é porque essas coisas não são divulgadas pela mídia hoje?

Como assim os répteis viraram pássaros ? Meia asa é inútil ! nunca iriam voar, se realmente existisse um animal em forma de transição de réptil para pássaro, certamente morreriam e nunca haveria pássaros.

O homem veio do macaco? Então porque existem macacos hoje?, eles não evoluíram !
Cientistas evolucionistas encontram, um dente, e já vão imaginando que é de um homem primitivo, dão nome a ele, fazem desenhos, tudo somente por um dente, depois é descoberto que o dente nem humano era, se tratava de um dente de uma espécie de porco.

Francamente, os evolucionistas tem de ter muita fé para acreditar no evolucionismo mesmo com tantas teorias capengas, sem falar das fraudes, o Homem de Nebraska, o Ramapithecus ; na verdade eles só conseguem mais evidências de que tudo foi criado por Deus.

Vamos supor que nós não tivéssemos tantas evidências da criação de DEUS, então se uma pessoa tivesse que escolher entre evolucionismo e criacionismo, sem muitas evidências o que faria? 
Suponhamos que uma pessoa escolheu o criacionismo e aceitou a DEUS e a JESUS como seu salvador, e aceitou a promessa da volta de JESUS e da vida eterna;

Suponhamos então que outra pessoa escolheu o evolucionismo crendo que viemos de um explosão cósmica, e que viemos do nada e que para o nada iremos, então suponhamos que chega o fim do mundo, e a pessoa que escolheu o evolucionismo estava certa, então os dois morreram e descobriram que realmente não existia nenhum DEUS criador, e que todos viemos do nada e que fomos para o nada, ou melhor nem descobriram nada porque morreram mesmo;

Mas suponhamos ao contrario disso, que a pessoa que escolheu o criacionismo estava certa, e que chega o findo mundo e que JESUS volta mesmo buscar os que o serviram, esta pessoa então vai ter a vida eterna que JESUS prometeu, e a outra será condenada para queimar numa escuridão e solidão eterna; E ai você percebeu? que mesmo se não houvesse evidências já valeria a pena estar do lado de DEUS, imagine com tantas evidências. 

RIQUEZA & POBREZA


Riqueza & Pobreza
“E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus.” Lc 18.24,25
Uma das declarações mais surpreendentes feitas por nosso Senhor é que é muito difícil um rico entrar no reino de Deus. Este, porém, é apenas um dos seus ensinos sobre o assunto da riqueza e da pobreza. Esta sua perspectiva é repetida pelos apóstolos em várias epístolas do NT.
RIQUEZA.
(1) Predominava entre os judeus daqueles tempos a idéia de que as riquezas eram um sinal do favor especial de Deus, e que a pobreza era um sinal de falta de fé e do desagrado de Deus. Os fariseus, por exemplo, adotavam essa crença e escarneciam de Jesus por causa da sua pobreza (16.14). Essa idéia falsa é firmemente repelida por Cristo (ver 6.20; 16.13; 18.24,25).
(2) A Bíblia identifica a busca insaciável e avarenta pelas riquezas como idolatria, a qual é demoníaca (cf. 1Co 10.19,20; Cl 3.5). Por causa da influência demoníaca associada à riqueza, a ambição por ela e a sua busca freqüentemente escravizam as pessoas (cf. Mt 6.24).
(3) As riquezas são, na perspectiva de Jesus, um obstáculo, tanto à salvação como ao discipulado (Mt 19.24; 13.22). Transmitem um falso senso de segurança (12.15ss.), enganam (Mt 13.22) e exigem total lealdade do coração (Mt 6.21). Quase sempre os ricos vivem como quem não precisa de Deus. Na sua luta para acumular riquezas, os ricos sufocam sua vida espiritual (8.14), caem em tentação e sucumbem aos desejos nocivos (1Tm 6.9), e daí abandonam a fé (1Tm 6.10). Geralmente os ricos exploram os pobres (Tg 2.5,6). O cristão não deve, pois, ter a ambição de ficar rico (1Tm 6.9-11).
(4) O amontoar egoísta de bens materiais é uma indicação de que a vida já não é considerada do ponto de vista da eternidade (Cl 3.1). O egoísta e cobiçoso já não centraliza em Deus o seu alvo e a sua realização, mas, sim, em si mesmo e nas suas possessões. O fato de a esposa de Ló pôr todo seu coração numa cidade terrena e seus prazeres, e não na cidade celestial, resultou na sua tragédia (Gn 19.16,26; Lc 17.28-33; Hb 11.8-10).
(5) Para o cristão, as verdadeiras riquezas consistem na fé e no amor que se expressam na abnegação e em seguir fielmente a Jesus (1Co 13.4-7; Fp 2.3-5).
(6) Quanto à atitude correta em relação a bens e o seu usufruto, o crente tem a obrigação de ser fiel (16.11). O cristão não deve apegar-se às riquezas como um tesouro ou garantia pessoal; pelo contrário, deve abrir mão delas, colocando-as nas mãos de Deus para uso no seu reino, promoção da causa de Cristo na terra, salvação dos perdidos e atendimento de necessidades do próximo. Portanto, quem possui riquezas e bens não deve julgar-se rico em si, e sim administrador dos bens de Deus (12.31-48). Os tais devem ser generosos, prontos a ajudar o carente, e serem ricos em boas obras (Ef 4.28; 1Tm 6.17-19).
(7) Cada cristão deve examinar seu próprio coração e desejos: sou uma pessoa cobiçosa? Sou egoísta? Aflijo-me para ser rico? Tenho forte desejo de 
honrarias, prestígio, poder e posição, o que muitas vezes depende da posse de muita riqueza?
POBREZA.
Uma das atividades que Jesus avocou na sua missão dirigida pelo Espírito Santo foi “evangelizar os pobres” (4.18; cf. Is 61.1). Noutras palavras, o evangelho de Cristo pode ser definido como um evangelho dos pobres (Mt 5.3; 11.5; Lc 7.22; Tg 2.5).
(1) Os “pobres” (gr. ptochos) são os humildes e aflitos deste mundo, os quais clamam a Deus em grande necessidade, buscando socorro. Ao mesmo tempo, são fiéis a Deus e aguardam a plena redenção do povo de Deus, do pecado, sofrimento, fome e ódio, que prevalecem aqui no mundo. Sua riqueza e sua vida não consistem em coisas deste mundo (ver Sl 22.26; 72.2, 12,13; 147.6; Is 11.4; 29.19; Lc 6.20; Jo 14.3 nota).
(2) A libertação do sofrimento, da opressão, da injustiça e da pobreza, com certeza virá aos pobres de Deus (Lc 6.21).

PÁSCOA (03)


A Ultima Ceia: a Páscoa Cristã
Um acontecimento tão importante como aquele que deu origem à nação de Israel não poderia ser ignorado pelo Novo Testamento. Isso pode ser comprovado nos cinco pontos abaixo:

1. A morte de CRISTO, que ocorreu exatamente no período da páscoa, sempre foi considerada um evento capital para os primeiros cristãos, e daí por diante, durante todo o cristianismo. JESUS é chamado de nosso "Cordeiro pascal- (ver I Cor. 5:7). Isso tem sido associado pelos cristãos à ideia de expiação e livramento, que nos liberta dos inimigos da alma.

2. A ordem de não ser partido nenhum osso do cordeiro pascal foi aplicada por João às circunstâncias da morte de JESUS CRISTO (ver Êxo. 12:46 e João 19:36), pelo que foi estabelecido um vínculo entre os dois eventos, fazendo o primeiro ser símbolo do segundo. A ideia de expiação, como é patente, faz parte vital da questão.
3. O cristão (tal como os antigos israelitas) deve pôr de lado o antigo fermento do pecado, da corrupção, da malícia e da desobediência, substituindo-o pelos pães asmos da sinceridade e da verdade. A santificação faz parte necessária da experiência cristã.

4. A última Ceia é exposta nos evangelhos sinópticos como uma refeição pascal. O evangelho de João (18:28; 19:14) apresenta o fato de que a refeição foi tomada antes da celebração, e JESUS foi crucificado ainda naquele mesmo dia (lembrando que, para os judeus, o dia começava às 06:00 horas). Para muitos, isso constitui um dos grandes problemas de harmonia dos evangelhos. Porém essa pequena deslocação cronológica em nada contribui para anular a associação da última ceia com a páscoa. Talvez o Senhor JESUS tenha antecipado a refeição por algumas poucas horas. Nesse caso o quarto evangelho expõe a correta cronologia quanto à questão. O ensino paulino sobre a última ceia (1 Cor. 11:23-26) faz com que a mesma seja um memorial tanto da morte libertadora de CRISTO quanto da expiação. Ambos os elementos faziam parte da páscoa do Antigo Testamento, segundo já vimos. Paulo não menciona especificamente a páscoa, daquela seção, embora ele o faça em I Cor. 5: 7.


 A ceia do Senhor é um memorial que deve ser mantido vivo, até que o Senhor retorne. Essa é a ênfase paulina, que não se vê nos evangelhos sinópticos, embora apareça em Luc. 22.19. Provavelmente, esse elemento foi uma adição cristã às declarações feitas por JESUS, embora sugerida pelo que ele havia dito, se é que ele mesmo não ensinou assim. Por outro lado, é possível que Mateus e Marcos tenham omitido uma afirmação genuína de JESUS, e que Paulo e Lucas preservaram. O que é certo é que JESUS reinterpretou a páscoa em consonância com as suas próprias experiências. A páscoa, pois, foi encarada pela Igreja cristã como uma daquelas muitas coisas que receberam cumprimento e adquiriram maior significação na pessoa de CRISTO.

O êxodo cristão.
 Não nos deveríamos esquecer desse aspecto. A páscoa do Antigo Testamento marcava o começo de urna saída da escravidão; e, de fato, era o poder por detrás dessa libertação. Assim também, em CRISTO, encontramos um êxodo que nos liberta da velha vida com sua escravização ao pecado. No sentido teológico, algo foi realizado que não poderia ter sido realizado pela lei. Esse é o tema principal tanto de Paulo (com sua doutrina da justificação pela fé) quanto do tratado aos Hebreus. O êxodo judaico libertou um povo inteiro da servidão física. O êxodo cristão oferece a todos os homens a libertação do pecado, bem como a outorga do Reino da Luz, onde impera perfeita liberdade.




PÁSCOA (02)


LEITURA BÍBLICA  - Êxodo 12.1-11
1 - E falou o SENHOR a Moisés e a Ar ao na terra do Egito, dizendo: 2 - Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. 3 - Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa. 4 - Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; conforme o comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro. 5 - 0 cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras 6 - e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. 7 - E tomarão do sangue e pô-lo-ão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem. 8 - E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão. 9 - Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés e com a fressura. 10 - E nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até peia manhã, queimareis no fogo.
11 - Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR.

DEUS queria que seu povo nunca se esquecesse desta comemoração especial. Por isso, esta data foi santificada

A Páscoa era uma oportunidade para os israelitas descansarem, festejarem e adorarem a DEUS por tão grande livramento, que foi a sua libertação e saída do Egito. Hoje, o nosso Cordeiro Pascal é CRISTO. Ele morreu para trazer redenção aos judeus e gentios. CRISTO nos livrou da escravidão do pecado e sua condenação eterna. Exaltemos ao Senhor diariamente por tão grande salvação.


 “O propósito de DEUS em instituir a Páscoa era estabelecer o marco inicial para a libertação de Israel do cativeiro egípcio e proclamar a redenção alcançada pelo sangue do Cordeiro, já revelada no sacrifício de Isaque (Gn 22.1-19), conforme mais tarde escreveram os apóstolos Paulo e Pedro: ‘e demonstrar a todos qual seja a dispensação do ministério, que, desde os séculos esteve oculto em DEUS’ (Ef 3.9); [...] o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, antes da fundação do mundo’ (1 Pe 1.20).
CRISTO é a nossa Páscoa (1 Co 5.17). Ele é o Cordeiro de DEUS Co 1.29). O cordeiro deveria ser separado para o sacrifício até ao décimo quarto dia do primeiro mês do ano (Êx 12.3-6) e tinha de ser sem defeito (Êx 12.5). CRISTO cumpriu essa exigência (1 Pe 1.18,19). Ele entrou em Jerusalém no dia da separação do cordeiro e morreu no mesmo dia do sacrifício. O cordeiro precisava ser imolado pela congregação, assim como CRISTO foi sacrificado pelos líderes civis e religiosos de Israel e de Roma e pela vontade do povo. Nenhum osso do cordeiro poderia ser quebrado (Êx 12.46), também nenhum osso de CRISTO foi partido Jo 19.33-36)”

“Êxodo 12 não diz respeito somente ao momento da Páscoa, ao porquê da Páscoa e a como ela deve ser observada, mas também quem deve participar (Êx 1 2.43-49). A Páscoa não era algo indiscriminadamente aberto para todos. Quem podia participar? A congregação de Israel (v. 47); os escravos (v. 44), quando circuncidados, por terem os mesmos privilégios dos hebreus; os estrangeiros (v. 48), gentios que tivessem abraçado a fé em Jeová. Quem não podia participar? O forasteiro (v. 43), pagão e incrédulo; o viajante (v. 45) que, hóspede ou de passagem, ficava algum tempo no território de Israel; o servo assalariado (v. 45), que pertencia a uma outra nação mas trabalhava em Israel. Essas distinções eram necessárias por causa da ‘mistura de gente’ (1 2.38) que deixou o Egito. Foi por isso que as instruções acerca da elegibilidade para participar da Páscoa (1 2.43-49) foram passadas logo após essa ‘mistura de gente’ deixar o Egito (12.37-39)”

 A celebração da Páscoa teve significados distintos para hebreus e egípcios, pois na noite em que foi instituída, houve lamento no Egito, mas a seguir ocorreu a libertação prometida por DEUS para os seus filhos.

A PÁSCOA foi a Festa instituída por DEUS para Israel, na época do Êxodo, para celebrar a noite em que o Senhor Jeová poupou todos os recém nascidos primogênitos dos israelitas e matou todos os primogênitos dos egípcios (Êx 12.1-30,43-49)


Na época de CRISTO, o cordeiro pascal (geralmente um cordeiro ou cabrito de um ano, mas veja Êxodo 12.5) era ritualmente sacrificado na área do Templo. Essa refeição, no entanto, podia ser comida em qualquer casa da cidade. Um grupo comunitário, como o de JESUS e seus discípulos, podia celebrar a Páscoa em conjunto, com se formasse uma unidade familiar.

Depois da destruição do Templo no ano 70 d.C, as provisões para o sacrifício de um animal, sob a forma de um ritual, cessaram totalmente e a Páscoa dos judeus passou a ser uma simples cerimônia familiar, uma refeição sem derramamento de sangue.



Se para os egípcios a noite da Páscoa foi uma noite de desgraça, para os hebreus a noite era de expectativa em relação ao que DEUS dissera por intermédio de Moisés. Havia uma ordem para que os judeus matassem um cordeiro, comessem-no com ervas amargas e pão sem fermento, e não se esquecessem de colocar o sangue daquele animal nas ombreiras e na verga da porta. E essa ordem era seguida de uma promessa: “vendo eu sangue, passarei por cima de vós” (Êx 12.13). DEUS tem dado muitas ordens em sua Palavra que são acompanhadas de promessas que Ele mesmo vai cumprir. Naquela noite, obedecer a DEUS fez toda a diferença para os israelitas. Moisés repassou essa informação ao povo: “Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém, quando vir o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas para vos ferir” (Êx 12.23).
Para eles, obedecer ao mandamento de DEUS foi um ato de fé.